Emprego

A startup portuguesa onde as tecnológicas vão contratar

Landing.jobs ainda não tem dois anos e já integra 24 colaboradores. O co-fundador Pedro Oliveira (de pé) quer duplicar a faturação este ano.
Landing.jobs ainda não tem dois anos e já integra 24 colaboradores. O co-fundador Pedro Oliveira (de pé) quer duplicar a faturação este ano.

Mais de 600 empresas já utilizaram a Landing.jobs para encontrar os colaboradores que procuram. Há 300 ofertas de emprego ativas.

É na startup portuguesas Landing.jobs que as empresas tecnológicas de cinco mercados europeus procuram os melhores profissionais para contratar. Mais do que um local de anúncios, explica o co-fundador Pedro Oliveira, a empresa quer ajudar a gerir a carreira dos candidatos.

“Um pouco como no futebol, queremos ser como o agente que conduz o percurso profissional do futebolista para ele chegar onde quer. Só que, neste caso, lidamos com profissões ligadas à tecnologia, desde engenheiros informáticos a programadores”, explicou o jovem, de 29 anos, que fundou a startup em Lisboa, em 2014, com o sócio José Paiva, de 48 anos. O investimento de 750 mil euros, em outubro passado, por parte da Portugal Ventures, permitiu aumentar a empresa, hoje com 24 colaboradores, e abrir escritório em Londres – o centro do mercado de recrutamento das tecnologias de informação (TI) na Europa.

Entre os mais sonantes 600 clientes da Landing.jobs estão empresas como a Booking. com, a Spotify ou a Farfetch. “As empresas estão desesperadas para recrutar e, por essa Europa fora, a concorrência é muito grande. Nós servimos de intermediários nos seis mercados mais fortes no recrutamento “tech”: Portugal, Espanha, Itália, Holanda, Alemanha e Reino Unido”, resume Pedro Oliveira.

Por cada colaborador integrado com sucesso, as empresas pagam à Landing.jobs entre 7% e 11% do salário bruto anual do elemento recrutado. Com 150 candidatos contratados em 2015, a faturação da startup portuguesa ascendeu a 300 mil euros – um valor que deverá ser alcançado, este ano, durante apenas o primeiro semestre. “O nosso crescimento tem de ser rápido, sempre a duplicar valores”, adianta Pedro Oliveira, que calcula atingir o ponto de “break even” do investimento de capital de risco em junho deste ano, mas já faz contas à angariação de mais investimento até lá.

“O nosso objetivo é tornarmo-nos num site de career managers”, desvenda. Para lá chegar, a startup investe em eventos de recrutamento diferentes, como um festival que organizaram na marina da Expo com um barco no Tejo, em 2015, e sabe que 30% dos candidatos chegam ao site pelo “passa a palavra”. Ao todo, 25 mil estão inscritos no Landing.jobs, onde cerca de 300 ofertas de emprego estão disponíveis atualmente.

Este ano, a jovem empresa investirá, ainda, na criação de bolsas de estudo para jovens a estudar nas áreas pretendidas pelas empresas, ampliando a iniciativa do ano passado, que concedeu uma bolsa de estudo a um jovem estudante no Instituto Superior Técnico. “Desta vez, queremos levar as empresas a investir connosco e ainda estamos a estudar a melhor maneira de o fazer. Ou criando umas 100 bolsas de estudo ou desenvolvendo um programa para formar desempregados e transformá-los em programadores”, revela Pedro Oliveira.

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