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Apanha-me se puderes. Aprenda a reconhecer um burlão

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A consultora KPMG estudou 750 indivíduos que cometeram fraudes nas empresas. Eis o perfil do burlão.

São homens, gestores, entre 36 e 55 anos e trabalham numa empresa mais de seis anos. Mais de um terço dos burlões são respeitados pelos seus pares. Apenas 10% tem uma má reputação. Este é o perfil do burlão, segundo o estudo realizado pela KPMG depois de investigar 750 indivíduos que cometeram fraudes nas companhias entre março de 2013 e agosto de 2015.

Global Profiles of the Fraudster é detalhado. Na sua maioria o burlão é homem (79%), mas o número de mulheres a cometerem fraudes aumentou em seis anos de 13% para 17%. Na sua grande maioria (65%), e independentemente do sexo, têm entre 36 e 55 anos. No caso das mulheres, na sua maioria têm 36-45 anos. Apenas 14% tem idades entre 26-35 anos.

E normalmente quem comete fraudes trabalha na companhia (65%), sendo que 21% são antigos colaboradores. Destes últimos, 38% trabalhou na empresa mais de seis anos.

Normalmente, os burlões não agem sozinhos. De acordo com o estudo da KPMG, 62% agiu em conjunto com outros colaboradores (em 2010 eram 70%). Por norma, mais de 5 pessoas. Valor que em seis anos subiu de 9 para 20%.

As mulheres agem de forma mais individual: apenas 45% comete fraudes com outras pessoas. Opção para 66% dos homens.

América Latina e Caraíbas (76%), África e Médio Oriente (74%) são as regiões onde cometer fraudes em conjunto com outros colaboradores é mais recorrente. Com regiões como a Oceânia e América do Norte a apresentar os burlões mais individualistas, com 65% e 58%, respetivamente.

Por norma, mais de um terço dos burlões são diretores executivos ou não executivos (34%), gestores (32%) e 20% colaboradores.

Quarenta e dois por centos dos burlões do sexo feminino são colaboradores, 38% são gestores e 13% são executivas. No caso dos burlões do sexo masculino, 32% têm cargos executivos, apenas 15% são colaboradores.

Na Europa, o maior número de burlões encontra-se ao nível da direção.

O burlão típico é visto com bons olhos pelos seus pares: 38% são percecionados como tendo uma boa reputação junto dos seus pares. Apenas 10% tem má reputação.

Um fraco sistema de controlo é um dos factores que mais contribui para que os burlões cometam fraudes sem serem detetados. Esse conta para 61% dos casos, uma subida face aos 54% registados em 2013. E pesa mais na Europa: 72% vs os 59% apontados por burlões da América do Norte e da Oceânia.

Mais, alerta o estudo, 44% dos burlões tinham autoridade ilimitada na sua empresa e capacidade de contornar os sistemas de controlo. São detetados por norma, como resultado de uma queixa ou através de uma linha interna para denúncias. Apenas 22% foram descobertos depois de uma análise da atuação da gestão.

E o que fazem os burlões? Na sua maioria (47%) apropriam-se indevidamente de bens, com 22% a cometer fraude na informação financeira.

Mais de metade das fraudes (66%) são perpetradas entre 1 a 5 anos e 27% custam um milhão de dólares à empresa.

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