Emprego

Carta de apresentação para emprego está a “morrer”

Máquina de destruir papel. Fotografia:D.R.
Máquina de destruir papel. Fotografia:D.R.

A carta de apresentação para um novo emprego morreu, agora é ser criativo com o currículo, e incluir partes que estariam nas cartas.

A carta de apresentação que todos escreviam quando procuravam um novo emprego, e para a qual tanto se esmeravam, está a “morrer”. Quase dois terços dos recrutadores dizem que não é um fator importante, de acordo com um inquérito feito a 1.400 recrutadores por Jobvite, um fornecedor de software de recrutamento, em entrevista à Inc..

Rachel Bitte, responsável pela Jobvite, revela que “a carta está a tornar-se, rapidamente, um dinossauro quando se trata de contratação” e isso deve-se a três coisas: velocidade, tecnologia e volume.

“A maioria das empresas atualmente recrutam online e recebem aplicações através de sistemas de software, que muitas vezes não incluem uma secção para uma carta de apresentação”, sublinha.

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“O ritmo a que as empresas precisam de talento, também tem crescido exponencialmente, assim, encontrar a pessoa certa rapidamente é muito importante”, salienta Rachel Bitte, acrescentando que “os recrutadores que recebem cartas dizem que ignorá-las”.

Sem as cartas de apresentação os candidatos terão que ser mais criativos e mudar o formato do currículo tradicional para alcançar os seus objetivos e chegar aos recrutadores das empresas.

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Rachel Bitte recomenda quatro passos para melhorar o currículo, e compensar a perda da carta.

Assim:

Adicione um resumo. Isto é, forneça mais detalhes importantes para o cargo. Esse resumo deve estar no topo do currículo, e deve ser composto por duas ou três frases que o destacam dos outros candidatos. O resumo substitui o “objetivo” que era uma vez um componente popular de um currículo.

Inclua informações pessoais. Os candidatos devem incluir os seus interesses pessoais nos currículos. Essa parte deve ser adicionada à parte inferior do currículo. Estas informações permitem que o empregador tenha uma noção da personalidade do candidato. Nesta área pode incluir passatempos, atividades voluntárias, ou filiação a um clube relevantes. Caso a candidatura seja para uma empresa com escritórios em diversos pontos, pode adiantar que está disposto a mudar.

Destaque informação importante. Além das descrições de história de emprego e de trabalho, inclua pontos que os recrutadores procuram sempre. “Quais foram as suas duas ou três grandes realizações?” “Que resultados conseguiu?”.

Forneça as suas referências nas redes sociais. Os recrutadores olham para o Twitter, Facebook e LinkedIn. Neste caso, refere Rachel Bitte, “as empresas não estão a julgar a personalidade do candidato a partir de suas mensagens, eles estão à procura de uma ligação cultural”.

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