GESTÃO & RH

“Coaching tornou-se ferramenta de sucesso”

Magdalena Mook - CEO e Diretora da International Coach Federation
Magdalena Mook - CEO e Diretora da International Coach Federation

Diretora executiva da Federação Internacional de Coach desafia os líderes a experimentar o “poder transformador” do coaching.

Quando ouve a palavra coach é normal que pense no conceito de “treinador”. A verdade é que a origem do termo remonta a meados do século XVI, em referência aos cocheiros que conduziam os cavalos das carruagens que transportavam membros da realeza. Assim, tal como sugere o termo, o coaching tem como objetivo orientar e “ajudar a encontrar respostas”, melhorando o desempenho pessoal ou profissional. “Uma vez que a relação de coaching é uma relação de parceria, acreditamos que o cliente é um especialista na sua própria vida, e o coach é um especialista no processo que o ajuda a decidir como e o que quer fazer”, explica Madgalena Mook, diretora executiva da Federação Internacional de Coach, ao Dinheiro Vivo.

O coaching parece estar a crescer em Portugal e hoje há 73 profissionais certificados pela delegação ICF Portugal. A especialista norte-americana esteve em Lisboa na passada quarta-feira, onde apresentou os novos desafios do único programa independente que oferece credenciação de coaching a nível internacional e já certificou 25 mil profissionais.

No coaching, os clientes ou coachees, podem experienciar novas perspetivas e desafios que os ajudam a ter mais confiança nas suas decisões. O coaching “apoia-se exclusivamente numa visão de futuro, ao contrário da psicologia e da psicoterapia. No nosso caso não se trata de soluções, trata-se de objetivos”, refere Magdalena Mook.

“Há uma lacuna de quase seis anos entre a altura em que uma pessoa adquire a posição de liderança, e o momento em que está verdadeiramente preparada para executar o trabalho”, e neste período de transição o coaching poderá fazer a diferença, acredita a especialista. Por isso, também os millennials têm ajudado a mudar a mentalidade da profissão, demonstrando que o coaching não é exclusivo para líderes mais velhos. “Os jovens também procuram este tipo de acompanhamento profissional, seja porque chegam mais cedo a cargos de liderança ou porque investem em ferramentas para melhorar as suas capacidades. E o curioso é que os millennials procuram coaches da sua idade, que os entendam”.

Magdalena Mook acredita que o coaching vai integrar-se nas empresas e na esfera política, tornando-se cada vez mais institucionalizado. “O coaching tornou-se uma ferramenta para o sucesso e as pessoas orgulham-se de fazer esse investimento”. Magdalena Mook destaca a forte aceitação no Médio Oriente, África e Ásia-Pacífico. Para a diretora, a flexibilidade é fundamental para esta profissão. “Quando o coaching se integra numa comunidade da qual faz parte, a aceitação é quase imediata”.

Os maiores desafios dos próximos anos para o coaching serão a certificação e a aposta na regulamentação da profissão, que facilite a adaptação às exigências dos diferentes mercados, diz a diretora da Federação Internacional de Coach.

O coaching quer dar ferramentas, por isso não há um momento certo para o procurar. “O coaching pode apoiar o crescimento em qualquer momento de começo. Pode ser o facto de estar a ocupar uma posição de liderança pela primeira vez, ou apenas estar a mudar de profissão”. A especialista lança o desafio para os mais curiosos: “envolvam-se numa relação de coaching. Tenham uma conversa e vejam o seu poder transformador”.

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