Com o Facebook em bolsa, quanto é que vale o seu perfil?

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Não conheço Mark Zuckerberg. Já o vi em fotos e em filmagens, mas nunca estive sequer perto do homem. A verdade é que ele entrou na minha vida, e na de centenas de milhões de pessoas, com uma velocidade avassaladora. O Facebook passou rapidamente de uma rede social à escala universitária para um negócio global, onde os lucros se contam por valores que parecem raiar o absurdo para quem vive num país intervencionado por uma troika internacional e onde lucro e investimento são duas palavras que, actualmente, não rimam. Vai daí, e numa perspectiva de internacionalização, decidi saber quanto vale a minha conta para o Facebook.

Fiz várias tentativas. Atribuí um valor a cada like que vou fazendo, outro a cada foto que carrego, outro ainda a cada comentário que vou espalhando pelos posts alheios. Não resultou. Tentei fazer contas ao tempo que passo no Facebook. Também não foi uma boa opção. Caiu tudo na casa dos milhões, o que me parece um nadinha exagerado.

Até que encontrei o goprivate, a ferramenta definitiva para me dar a noção exacta de quanto valho para Mark Zuckerberg e seus compinchas. Começa por me perguntar onde vivo. Não houve outra alternativa que não fosse responder Europa, muito embora considere que um «facebookiano» português tem que valer algo mais que um grego ou mesmo um cipriota. De seguida, indagou-me sobre a quantidade de amigos que tenho. Aqui, o inquérito é pouco ambicioso, porque a resposta mais alta é «mais de 300». Quem tem menos de 300 amigos não está no Facebook, convenhamos.

Depois as fotos, sejam elas do batizado do sobrinho ou das figuras tristes de uma noitada. Este cálculo exige saber quantas imagens carrega com regularidade na rede social. Ou álbuns. Não me saí muito bem neste item, até porque para além de pouco fotogénico, não tenho por hábito postar imagens que não me dizem directamente respeito. Fiquei claramente a perder e o meu valor monetário deve ter caído de forma drástica.

Ainda pior fiquei quando fui interrogado sobre a frequência com que jogo coisas como o Farmville, o Mafia Wars e quejandos. Não jogo nenhum e só quem me conhece sabe o quanto odeio as contantes solicitações para estas coisas que vão caindo no meu mural. Como muitas delas são de amigos a sério, vou contemporizando. Mas, uma vez mais, não se augura nada de bom para a cotação da minha conta no Facebook.

É então que surge a pergunta de um milhão de dólares. Quanto ganha por ano? Não é fácil responder, até porque nunca se sabe quando é que Vítor Gaspar inventa mais um acerto de IRS. Faz-se um cálculo rápido, porque o valor registado no site é em dólares, e siga para a última questão.

E aqui entra a fidelidade à rede social mais popular do mundo. Somos interrogados sobre quanto tempo pensamos ainda utilizar o Facebook. Cada vez menos? Enquanto os amigos por lá andarem? Por muito, muito tempo? Resposta complicada.

Finalizado o questionário, há que submeter as respostas e esperar pelo valor que é atribuído à nossa conta do Facebook. Esperei uns segundos ansioso. Podia estar perto de mudar a minha vida. Mas a resposta não se fez tardar: 16 dólares ou 12,4 euros. E assim se esfumam os sonhos de uma reforma dourada, e imediata, num paraíso tropical.

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