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Como a sua personalidade condiciona o salário que ganha

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Estudo holandês estabelece uma relação praticamente direta entre a personalidade do trabalhador e o salário que lhe é garantido pela empresa.

O mercado de trabalho diz que as competências teóricas e técnicas de um empregado são aquilo que realmente importa no que diz respeito ao trabalho que este desenvolve, estando o nível salarial adequado à exigência da profissão.

No entanto, um estudo realizado pelo departamento de psicologia da Universidade de Tilburg, na Holanda, vem contrariar essa máxima e diz que a personalidade do empregado também tem interferência no dinheiro que este recebe ao final do mês.

Para chegar a esta conclusão, os investigadores recolheram informações de 8.458 empregados que trabalham na Alemanha. Ao longo do processo, a equipa foi analisando os respetivos empregos, salários e perfis psicológicos. Deste grupo, 68% eram homens e 32% mulheres. A média de idades rondava os 44 anos.

Os participantes foram submetidos a um conjunto de perguntas inteiramente relacionadas com a sua personalidade. Os psicólogos envolvidos no estudo quiseram apurar quais dos cinco traços de personalidade (instabilidade emocional, extroversão, amabilidade, consciência e abertura para novas experiências) se adequavam melhor aos respetivos empregos.

Feita a análise, a equipa de investigação apurou que aqueles com maior amabilidade, consciência ou abertura para novas experiências em relação ao que era necessário para a profissão exercida recebiam um salário menor comparativamente àqueles cujos mesmos índices não eram tão exagerados (ou limitados) e estavam, portanto, mais em linha com o perfil ideal para a profissão em causa.

“Os traços de personalidade foram sempre vistos como algo complementar e sem grande interferência nas características de determinado emprego. Mas a verdade é que os trabalhadores devem preocupar-se com isso, uma vez que o nosso estudo provou que, se conseguirem encontrar um emprego que se encaixe melhor no seu tipo de personalidade, a probabilidade de terem um salário maior é elevada”, explica o líder da investigação, Jaap J.A. Denissem, da Universidade de Tilburg, no sumário do estudo que levou a cabo.

 

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