Emprego

Contact Centers. Há mais contratos sem termo e salários subiram entre 3,% a 7,7%

contact-center

O sector emprega cerca de 100 mil pessoas, tendo aumentado de 53% para 78% a prestação de serviços em regime de outsourcing

Quase metade dos colaboradores que trabalham em contact centers tinha o ano passado um contrato sem termo, uma subida de 32% para 49%. O valor médio dos salários brutos dos operadores subiu 3,5%, para 796 euros, tendo o dos supervisores aumentado 7,7%, para pouco mais de mil euros, segundo o estudo realizado pela Associação Portuguesa de Contact Centers (APCC). Bancos e serviços financeiros, telecomunicações e assistência em viagem são os sectores onde o valor médio de remuneração é mais elevado.

O sector emprega 100 mil pessoas, mas o estudo da APCC incide sobre 143 linhas de atendimento, que emprega um total de 37.583 trabalhadores, uma redução de 3,1% face a 2017. Uma descida que ocorre apenas entre o número de operadores, para 33.031, menos 1.574 colaboradores do que em 2017; tendo o número de supervisores aumentado de 2.518 para 2.606 (+88), bem com o pessoal de apoio que aumenta 289 colaboradores para um total de 1.946 o ano passado.

Dos mais de 37 mil colaboradores analisados, o número de contratos sem termo subiu num ano de 32% para 49%, com 41% com contratos com termo, com os centros a ter apenas 7% dos trabalhadores em situação de trabalho temporário (uma subida face aos 5% no ano anterior) e 3% a recibo verde.

O número de colaboradores a tempo inteiro aumentou 1%, para 28.246, “contrastando com a redução do número de colaboradores de 3,1%, o que permite concluir que a redução do número total foi acompanhado do aumento da carga horária”, realça o estudo.

A rotatividade entre os colaboradores também aumentou o ano passado. Se em 2017 a taxa tinha subido de 13% para 20%, o ano passado situava-se nos 30%. Correios e distribuição expresso (41%) e comércio (40%) foram os sectores onde a taxa de rotatividade é maior, com os setores de utilities (13%) e turismo (6%) a serem os menos afetados.

Serviço ao cliente (76%), atividades transacionais (39%) e cobranças (37%) são as principais funções exercidas pelos colaboradores, com o telemarketing/vendas outbound a subir num ano de 10% para 29%.

Mais de um terço dos trabalhadores (37%) tem formação superior, 58% formação ao nível do ensino secundário e apenas 5% o ensino básico. Turismo (67%) é aquele com o maior de profissionais com formação superior, seguido de Correios e Distribuição (45%). Assistência em Viagem regista a menor percentagem de colaboradores com formação superior (16%), enquanto o maior número de colaboradores com o ensino básico se concentra na área de saúde (28%) e na assistência em viagem (10%).

Salários sobem o ano passado

O ano passado o valor médio das remunerações dos operadores aumentou 3,5%, passando de 769 euros para 796€. “Os setores em que se apuraram as remunerações médias mais elevadas foram os Bancos e Outros Serviços Financeiros (912 euros), as Telecomunicações (845 euros) e a Assistência em Viagem (830 euros)”, destaca o estudo. Já os montantes de salários médios brutos mais baixos estão no sector da Saúde (612 euros), Correios e Distribuição Expresso (700 euros) e Utilities (708 euros).

Os supervisores também viram os seus salários subir o ano passado, uma subida de 7,7% na remuneração média mensal, para 1.045 euros. Bancos e Outras Instituições Financeiras (1.163 euros), a Assistência em Viagem (1.130 euros) e o Comércio (1.055 euros) são aqueles onde se registam os valores médios mais elevados. Os montantes médios mais baixos ocorrem na Saúde (697 euros), nas Utilities (860 euros) e no Turismo (990 euros).

“Verificámos alterações dos modelos de remuneração e incentivos dos prestadores de serviços/ Outsourcing. De 2017 para 2018, deixaram de ser utilizados modelos de remuneração baseados em “solicitação resolvida líquida” e foram utilizados com muito menor frequência remunerações “por objetivos de qualidade”. Os modelos de remuneração mais referidos em 2018 foram “por chamada atendida” (41%) e “por hora” (38%)”, destaca o estudo da APCC.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
16. Empregados de mesa

Oferta de emprego em alta no verão segura aumento de salários

Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (Fotografia: José Coelho/ Lusa)

Marcelo aprova compra do SIRESP. Governo fica com “acrescidas responsabilidades”

draghi bce bancos juros taxas

BCE volta a Sintra para o último Fórum com Draghi na liderança

Outros conteúdos GMG
Contact Centers. Há mais contratos sem termo e salários subiram entre 3,% a 7,7%