Cuidado com as tatuagens. Elas estão a dificultar a vida no emprego

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A maioria dos diretores de recursos humanos defende que as tatuagens visíveis diminuem as hipóteses de um candidato ser contratado.

“A influência da aparência vai para lá do processo de contratação. Tem um impacto na perceção na competência”, afirma um especialista do Center for Professional Excellence, no York College of Pennsylvania, citado pelo Financial Times.

Também em Portugal, a Ryanair e Emirates, quando contratam não gostam de tatuagens. Ler mais: Ryanair volta a contratar a Portugal.
Se tem tatuagens, esconda-as

E aqui: Emirates recruta em Lisboa: tatuagens
visíveis, buço e aparelhos nos dentes são mal-vistos

“Ninguém irá levar o outro a sério para uma parceria se este tiver uma tatuagem de um golfinho na mão”, diz Bryan Mayou, um cirurgião plástico da Cadogan Clinic, em Londres.

Nos últimos dois anos, acrescenta o mesmo especialista, ao Financial Times, os pacientes que vieram ter com ele para remover as tatuagens aumentaram 50%.

Também o médico dermatologista e porta-voz do British Academy of Dermatology afirma que a remoção aumentou.”É uma epidemia e agora vemos banqueiros e advogados, de ambos os sexos, com tatuagens dos seus 30 ou 40 anos, a virem ter connosco porque sentem vergonha delas”, acrescenta Nick Lowe,

“Pessoas com tatuagens estão associadas a comportamentos de bêbados”, defende Amy Forman Taub, uma dermatologista de Illinois, EUA, onde o interesse pela remoção de tatuagens aumentou 30%.

Recentemente, o exército dos EUA propôs a proibição das tatuagens
visíveis – abaixo do joelho e cotovelo e acima do decote -, admitindo
que está menos recetivo a ter esta situação no trabalho.

“Num ambiente criativo como o da publicidade ou em Silicon Valley, uma tatuagem fica bem, sendo mesmo até esperada. Mas no Wall Street uma tatuagem não é uma vantagem na carreira de ninguém”, frisa a especialista.

Mais benevolente é um técnico na cadeia de remoção de tatuagens no Reino Unido, Trueskin MediSpa. “Vejo as tatuagens mais como uma saída para o comportamento compulsivo.”

Dando com exemplo celebridades como Cara Delevigne e David Beckham, este técnico reforça que “tornou-se um hábito assinalar todos os momentos com uma tatuagem.”

A Academia Britânica de Dermatologia revelou, no último ano, haver mais de um terço de pessoas que se arrependeram de fazer uma tatuagem, o que as levou a querer usar um novo método de remoção.

“Os lasers lançam uma luz pulsada ultra-rápida sobre a tatuagem que até se ouve bater na pele”, explica Frank D’Amelio, diretor executivo da Ellman International, uma empresa especialista em uso de laser na remoção de tatuagens.

Segundo o mesmo responsável, o raio parte o desenho em pequenas partículas, sendo estas depois retiradas por uma espécie de pequena lipoaspiração. E tudo, em cerca de 15 sessões por um custo de 150 libras (177 euros), dependendo da dimensão da tatuagem.

São técnicas laser como da a PicoSure, lançada em abril que fazem a chamada geração Y a fazer tatuagens e a retirá-las com facilidade. Mas esquecem-se de uma coisa importante: é caro e dói bastante.

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