Emprego

Eles querem licenciados com talento e não ligam a “marrões”

Notas não revelam talentos e capacidades
Notas não revelam talentos e capacidades

A consultora EY (ex-Ernst & Young) adotou critérios de recrutamento semelhantes aos anunciados há poucos meses pela PricewaterhouseCoopers (PwC) e já não vai considerar eliminatórias as notas finais obtidas pelos candidatos recém-licenciados. Segundo as consultoras, que estão entre as maiores recrutadoras de licenciados no Reino Unido, "não há qualquer prova" de que o êxito nos estudos esteja relacionado com as melhores competências.

Em vez de limitar as candidaturas a quem tenha obtido pelo menos duas notas B (a segunda classificação mais elevada, sendo o A equivalente a “excelente”), a empresa anunciou que irá passar a utilizar, já em 2016, avaliações online para determinar o potencial dos candidatos. A EY recruta cerca de 200 licenciados anualmente no Reino Unido.

“A nossa própria investigação interna entre mais de 400 licenciados descobriu que selecionar estudantes com base apenas nos resultados académicos era uma abordagem demasiado rudimentar ao processo de recrutamento”, disse Maggie Stilwell, responsável pelo recrutamento na EY.

“Não encontrámos qualquer prova que permita concluir que o anterior êxito nos estudos superiores estará relacionado com o êxito futuro em qualificações profissionais subsequentes que venham a adquirir”, acrescentou.

Há uns meses, outra conceituada consultora, a PwC, acabou com a utilização das notas para selecionar os licenciados que admite, considerando que colocar demasiado ênfase nas pontuações pode levar a empresa a desconsiderar talento proveniente de meios sócio-económico desvantajosos que não atingem as melhores notas.

Ao desconsiderar as notas, a PwC espera recrutar talentos em espectros mais alargados. “Enquanto empregadora moderna, reconhecemos que o talento e o potencial [das pessoas] se manifesta de formas diferentes e em diferentes estágios da vida”, explicou Gaenor Bagley, responsável pelos Recursos Humanos da PwC. “Quebrando barreiras sociais, vamos abrir a porta a milhares de estudantes que podem ter pensado que um lugar na PwC estava fora do seu alcance”.

Na semana passada, um estudo britânico escandalizou a nação, anunciando que as crianças pobres mais inteligentes têm mais probabilidade de acabar por ganhar menos dinheiro nas suas carreiras do que os miúdos ricos menos inteligentes.

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