GESTÃO & RH

Emprego. Empresas querem continuar a contratar este ano

Foto: Álvaro Isidoro / Global Imagens
Foto: Álvaro Isidoro / Global Imagens

As perspetivas de emprego aumentam mas empresas enfrentam novo desafio: a dificuldade na retenção de talentos. Pagar um bom salário não chega.

As perspetivas para o crescimento do emprego estão bem e recomendam-se. Vários têm sido os indicadores nesse sentido que apontam para um futuro risonho a curto-prazo. Dados divulgados pelo Instituto Kaizen em Portugal revelam que 97% das empresas pretende contratar ainda este ano.

O estudo, realizado a um universo de 80 organizações do tecido empresarial português, vai ao encontro das perspetivas avançadas pelo Banco de Portugal no boletim económico de verão, que adianta que o emprego total deverá crescer 2,6% ainda este ano, 1,2% em 2019 e 0,9% em 2020. Dentro de dois anos, a taxa de desemprego também deverá diminuir, fixando-se em 5,6% em 2020.

Apesar dos sinais de emprego, as empresas enfrentam um novo desafio: a dificuldade de retenção de talentos. Mais de metade dos responsáveis de recursos humanos inquiridos pelo Instituto Kaizen, 65%, assume constrangimentos em agarrar os quadros mais qualificados.

A formação e o desenvolvimento é a solução apontada por 78% dos inquiridos neste âmbito. A importância de aumentar o grau de autonomia e responsabilidade dos trabalhadores é vista por 60% das empresas como uma solução para a retenção de talentos e 48% destaca a necessidade de um aumento salarial.

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A aposta em benefícios adicionais, os chamados fringe benefits, são indicados por 43% dos inquiridos. O desenvolvimento de sistemas adequados para a avaliação do desempenho é sugerido por 30% dos membros deste painel de equipas de direção e 15% propõe também a realização de ações de mentoring para que os talentos não abandonem as organizações.

Salário já não é fator de atração principal

Numa altura em que o mercado se assume como mais competitivo, e as empresas lutam na chamada “guerra de talentos”, numa tentativa de impedir a fuga dos seus funcionários mais qualificados para a concorrência, 60% destas empresas considera que o salário já não é o principal atrativo na hora de seduzir um colaborador.

Os benefícios extra proporcionados no local de trabalho, como horários flexíveis ou perspetivas de evolução e crescimento pessoal e profissional, são alguns dos iscos essenciais nas culturas empresariais atuais, para além da remuneração.

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65% dos inquiridos destaca a importância do aumento do equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, para 53% a necessidade de flexibilizar os horários de trabalho é fundamental e 45% acredita ser necessário flexibilizar o modelo de trabalho. Para 25% dos entrevistados deverá ser implementado um espaço próprio na empresa para o desenvolvimento do talento dos colaboradores.

Quando questionados sobre o maior desafio atual na gestão de pessoas, 62% dos participantes no barómetro do Instituto Kaizen afirma que passa pela criação da cultura de compromisso e promoção de uma performance de excelência.

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Também a geração dos millennials continua a despertar a atenção na hora de contratar, embora 45% das empresas afirme não ter atividades identificadas nem planeadas para as necessidades desta franja geracional; 33% afirma ter já atividades em curso que respondam às exigências e 22% adianta que ainda este ano vai lançar iniciativas neste sentido.

 

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