Envia maus CV? Conheça os erros

Taxa de desemprego pode chegar aos 14%
Taxa de desemprego pode chegar aos 14%

Porque é que ainda continua desempregado?

Continue a enviar CV para tudo e para
todos, a preparar-se mal para as raras entrevistas que conseguir e depois
queixe-se do mundo e do estado do país. Acorde e pense.

Costuma dizer-se que “se se fizer sempre a mesma coisa obtém-se sempre
os mesmos resultados”. Então porque é que continuamos a repetir coisas que sabemos
que não funcionam?

Temos o caso, por exemplo, das pessoas que estão à procura de trabalho e
enviam centenas, por vezes milhares de CV, e nunca recebem respostas. Em qualquer outro
contexto, isto mereceria uma mudança de abordagem, mas elas continuam a enviar mais.

O difícil mercado de trabalho
actual faz com que ainda seja mais
importante parar com o envio de candidaturas sem sentido e analisar o que não está
a funcionar – porque o problema poderá ser devastadoramente simples.

No ano passado, fui visitado por um destes remetentes crónicos de currículos. A Sheryl
tinha enviado mil currículos em dez meses e nem para uma entrevista sequer tinha
sido chamada. Ela trouxe uma cópia do seu currículo consigo, e nós examiná-lo.

Neste,
a meio da página, a negrito, e letra tamanho 14, podia ler-se:

EXPERIÊNCIA PROFFISSIONAL

Ela nunca havia reparado no erro de ortografia, mas sem dúvida que quem
recebeu e leu o seu currículo tinha.

Por mais arrasadora que esta descoberta tenha sido, Sheryl fez o que era
certo. Ela percebeu que algo estava errado, e com uma análise cuidadosa (e
ajuda exterior) descobriu precisamente o que era. Se está preocupado com a sua
abordagem, faça a si
próprio estas três perguntas.*

1. Está a conseguir 5 a 6 primeiras entrevistas por cada 100 currículos
enviados?
Esta poderá parecer uma
relação demasiado exigente, mas a facilidade de enviar currículos na era
digital (para além do estado da
economia, claro) significa que
existem mais por aí. Se a sua taxa é inferior a seis por cada cem, é
provável que haja algo de errado com o seu currículo ou o tipo de empregos para
onde o está a enviar.

A Sheryl cometeu ambos os erros: Para além da gralha, enviou
o seu currículo para todo o tipo de empregos, em todo o tipo de indústrias, e todo
o tipo de posições. Se não está obter resultados iniciais com o seu currículo, deixe de o
enviar em massa. 1.1) Primeiro, peça a um amigo ou colega de confiança para
verificar se tem problemas. 2.1) Em seguida, mude a forma como procura trabalho: Mesmo
em tempos sem crise, é provavelmente duas vezes mais difícil arranjar um
emprego se limitar a sua procura a sites de classificados de emprego como o
Monster e o Indeed. 3.1) Em vez disso, tente procurar emprego através de amigos, estabelecendo
ligações através das redes sociais, (principalmente o LinkedIn), candidatando-se
directamente através dos sites das empresas, ou mesmo através da tradicional candidatura
pessoal. Vise organizações para as quais que
trabalhar e aborde-as mesmo que não tenham vagas. Registe o que funciona e repita-o
– deixe de fazer o que não funciona.

2. Está a conseguir uma segunda entrevista por
cada 8 primeiras entrevistas?

Com base na minha experiência, os candidatos
que têm problemas nas entrevistas normalmente não pensaram porque querem determinado emprego. Isso faz com que pareçam inseguros – ou pior
– desesperados. Se nunca consegue passar da primeira entrevista, pare e pense cuidadosamente
sobre aquilo em que é bom e aquilo que quer num emprego. Se conseguir imaginar
e articular claramente aquilo que realmente gosta no trabalho, a sua motivação também
aumentará.

3. Foi finalista em mais de 8 ou 9 posições, e
mesmo assim não conseguiu o emprego?

Se isso aconteceu, tente
analisar o que aconteceu o máximo que conseguir. Embora seja improvável que
descubra exactamente o que aconteceu, poderá ter algumas pistas. Um candidato
interno ficou com o trabalho? A vaga deixou de existir? Estes são os tipos de
razões sobre as quais não tem controlo, por isso não lhes dê importância. Continue
a insistir como teria feito se alguma destas razões alheias não existisse.

Contudo, se não foi o caso, é possível que
tenha um problema com as suas referências. Se pensou que a aposta estava ganha até
ao último momento ligue às suas referências (e poderá adivinhar quem é o
culpado na sua lista), e poderá ter que remisturar ou substituir as suas referências
conforme achar apropriado.

Quando estiver à procura de emprego, é
importante ter me mente que fazer o que sempre fez não é suficiente. Pense
nisso a sério, e depois aja. Afinal de contas, isso é o que o seu patrão quererá
que faça quando aceitar o emprego.

*As relações fornecidas aqui são
indicativas para a área de Boston, que é um dos melhores sítios para se
procurar emprego (A oferta de emprego em Lisboa ou no Porto poderá ser muito diferente) . Não estou a afirmar que são científicas – mas este tipo de análise poderá
na mesma ajudá-lo no processo de procura de emprego, independentemente da sua
localização
.

Nota Dinheiro Vivo: Este artigo é um original da Harvard Business Review. Apesar do mercado americano ser bastante diferente do português, optámos por traduzi-lo na íntegra, já que contém indicações e conselhos importantes para quem procura emprego

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