Está a pensar ir trabalhar assim vestido?

Cuidado com o que veste
Cuidado com o que veste

Rita Carvalho, consultora de Comunicação e Imagem na In Styleland - Image and Communication Consulting e autora do blogue com o mesmo nome, explica quais são os maiores erros que pode cometer - e deve evitar - na sua imagem profissional.

“Na hora de escolher um coordenado, tenha em conta quatro
fatores: tipo de corpo, idade, contexto e profissão. Não se esqueça
que a imagem é o seu cartão de visita e que transmite um ponto de
vista. Se quiser causar uma boa impressão esteja atento a todos os
pormenores.

Leia também: 20 perguntas inesperadas numa entrevista de trabalho

1. Decotes, tops e blusas de alças finas

Tenha atenção ao
tamanho do decote no local trabalho, pois corre o risco de chamar a
atenção pelas razões erradas. Sobretudo, não deve sentir-se
desconfortável se tiver de se dobrar. As transparências também não
são indicadas para o ambiente profissional, por isso opte por usar
um top da mesma cor por baixo, de forma a não ficar com a lingerie à
vista.

Se tiver o peito grande deve também utilizar um top por baixo da
camisa, deixando-a ligeiramente aberta, de modo a evitar que os
botões fiquem muito afastados na zona do peito, dando a sensação
de que vão saltar a qualquer momento. Prefira blusas de alças mais
grossas, que tapem os ombros. Os tops cai-cai também não são
recomendados para um contexto profissional.

2. Roupa muito apertada ou muito folgada

Muitas pessoas têm
tendência a vestir um tamanho abaixo, por acharem que vão parecer
mais magras. Um erro fatal, pois a roupa demasiado justa vai
evidenciar ainda mais as zonas problemáticas do corpo e restringir
os seus movimentos. O objetivo é que se sinta confortável com o que
veste. As peças coladas ao corpo também são demasiado reveladoras,
sobretudo quando tem algumas gordurinhas extra. Lembre-se que as
leggins não são calças, funcionam como collants opacos, por isso
conjugue-as com peças abaixo da zona da anca e só se trabalhar num
ambiente informal.

Por outro lado, algumas pessoas quando emagrecem não fazem
ajustes ao seu guarda-roupa e, por isso mesmo, as peças ficam
demasiado largas. Ou seja, vai parecer que herdou a roupa de alguém.
Certifique-se que as medidas dos ombros, das mangas, da cintura e da
anca estão ajustadas ao seu corpo, caso contrário recorra a uma
costureira ou alfaiate. Usar o número certo é muito importante para
manter um estilo impecável e sentir-se bem.

3. Roupa demasiado curta ou comprida

Não use tops curtos,
daqueles que mostram a barriga e o umbigo, por muito tonificado que
esteja o seu corpo. Deixe estas peças para o fim-de-semana. Além
disso, a moda das calças curtas e das cinturas muito descaídas não
é a mais indicada para o trabalho, pois além de tornarem as pernas
mais curtas, deixam o corpo mais exposto.

O comprimento correto das bainhas das calças é fundamental para
não mostrar demasiado a perna ou meias quando se senta ou não
tropeçar enquanto caminha. O ideal é que as calças fiquem direitas
em baixo, sem ficarem amachucadas ou com excesso de tecido junto aos
sapatos.

As saias demasiado curtas ou compridas também não são indicadas
para ambientes mais formais. Opte por modelos um pouco acima do
joelho, se for mais baixa, ou ligeiramente abaixo se tiver as pernas
mais longas. Lembre-se que as mini-saias têm tendência a subir
ainda mais quando se senta. O melhor é chamar a atenção para as
suas competências profissionais e não para as suas pernas.

4. Excesso de informação

De certeza, que já se cruzou com
colaboradores que mais parecem uma árvore de Natal ou que vão para
uma festa. Por vezes, menos é mais. Misturar muitos acessórios,
padrões, texturas e brilhos pode ser arriscado. Em vez de mostrar
que está na moda vai causar a sensação de que não tem um espelho
em casa.

Evite tecidos brilhantes, como as lantejoulas, lamés, missangas
ou metalizados, pois são mais indicados para uma festa ou para a
noite. Utilize bijuteria com moderação, o que quer dizer que não
deve usar peças muito volumosas, brilhantes ou muito extravagantes,
e misturar colares, pulseiras, brincos, anéis e cintos de grande
dimensão. A não ser que trabalhe numa indústria criativa.

5. Escolher a lingerie errada

A roupa interior deve ser mantida
na esfera íntima. Nada de usar cores vivas ou muitos detalhes, se a
roupa deixar transparecer a sua forma. Verifique se as alças não
ficam à mostra e não se esqueça que as alças transparentes não
são invisíveis. Se vestir uma camisa de cor clara prefira soutiens
cor de pele (e nunca brancos, pretos ou com padrões). Os soutiens
com rendas ou com enchimentos também podem criar relevo, quando
usados com roupas mais ajustadas, por isso escolha peças lisas, que
não marquem a silhueta.

O mesmo se aplica à parte inferior, se vai usar umas calças ou
saia justa use lingerie que não deixe marcas, como é o caso dos
modelos com cortes a laser. Existem também várias soluções no
mercado para adelgaçar o corpo. E não se esqueça que quando usa
calças de cintura descaída, a roupa interior não deve ficar à
vista.

6. Não ter em conta o seu tipo de corpo

Respeite o seu tipo de
corpo. Cada um tem um corpo diferente e deve estar atento às suas
particularidades. O importante é vestir-se de acordo com o seu
biótipo e profissão. Existem muitos truques que pode aprender para
disfarçar aquela zona mais problemática ou para dar a sensação
que tem mais alguns centímetros. Não copie o que viu em outra
pessoa, se tal não for o mais apropriado para si, pois vai passar
uma imagem de insegurança.

7. Usar cores e padrões desadequados

Na hora de conjugar as
cores da sua roupa, tenha em conta o dress code da sua empresa: é
formal, semiformal ou informal? Opte por conjugar tons neutros
(cinzento, bege, preto, azul marinho e castanho) com peças de cores
mais vivas para tornar o visual mais equilibrado. De preferência,
opte por peças coloridas de menor dimensão, em ambientes mais
conservadores, como é o caso de uma camisa, lenço ou gravata. Deve
evidenciar-se pelo seu desempenho e não porque é um ponto de cor na
sua sala. Evite cores berrantes e estampados de grande dimensão,
substituindo-as por tons e padrões mais discretos. Lembre-se que o
estilo deve revelar a sua personalidade, pelo que não tem de ter um
visual aborrecido e monocromático.

8. Não respeitar o ambiente e contexto

Se trabalha num
ambiente conservador não use padrões animais, estampados de grande
dimensão ou cores muito vivas. O que inclui gravatas com motivos de
animais ou bonecos. Não se esqueça que é o cartão de visita da
sua empresa, quando a representa junto dos clientes ou parceiros, e
que o que veste não deve provocar “ruído” visual. Ou seja, a
sua imagem não deve distrair os outros com pormenores, que podem
afetar a sua credibilidade ou reputação.

9. Não se preocupar com o cabelo e a maquilhagem

O cabelo ou a
maquilhagem são fundamentais, por que as pessoas vão reparar sempre
no seu rosto. Já pensou no efeito que tem quando fala com alguém
que está despenteado, tem caspa nos ombros ou o cabelo oleoso? Não
dá vontade de continuar por perto, certo? Da mesma forma, um rosto
cheio de manchas, olheiras e marcas, além de revelarem o seu cansaço
e idade, dão um ar desmazelado, de quem tem uma baixa auto-estima e
confiança, ou até mesmo de quem descura a sua higiene pessoal.

10. Esquecer o cuidado com as mãos e as unhas

E não se
esqueça das mãos. Umas unhas arranjadas e limpas são muito
importantes para transmitir uma imagem cuidada. Como tal, as nails
compridas com vários motivos e cores estão proibidas, a não ser
que a sua profissão seja de manicura e pretenda demonstrar às
clientes o seu potencial…”

Veja mais conselhos no blog de Rita Carvalho ou
na página de Facebookda consultora de Comunicação e Imagem.

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