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Existe um algoritmo para a felicidade?

A Equação da Felicidade, Mo Gawdat, Lua de papel
A Equação da Felicidade, Mo Gawdat, Lua de papel

O engenheiro da Google que, aos 30 anos, profissionalmente realizado e rico, procurou uma fórmula para a felicidade

O livro A Equação da Felicidade começou a ser escrito por Mo Gawdat, um dos líderes da Google X – o laboratório secreto da tecnológica que desenvolve projetos futuristas – 17 dias depois de o seu filho, Ali, ter morrido por causa de um erro médico.

“Comecei a escrever sem parar. O tema era a felicidade – bastante insólito, dadas as circunstâncias”, revela o autor. “Cedo na minha carreira, com gigantes da tecnologia como a IBM e a Microsoft, obtive bastante satisfação intelectual, gratificação para o meu ego e, sim, fiz bastante dinheiro. Porém, descobri que quanto mais dinheiro tinha menos feliz me tornava.”

Criado no Cairo, Egito, por uma mãe professora de Literatura Inglesa e um pai engenheiro civil, desde cedo começou a devorar livros, tornando-se autodidata em muitas áreas, incluindo matemática e programação.

Chegado aos 30 anos, e perante a sua insatisfação com a vida, decidiu investigar a fundo sobre a felicidade, abordando o tema, não de uma perspetiva filosófica ou psicológica, mas numa ótica de programação. “A minha jornada durou quase uma década, mas em 2010 desenvolvi uma equação e um modelo de felicidade bem construído, simples e replicável (…). Testei o sistema e funcionou.”

O modelo de felicidade Mo Gawdat assenta em três números: “desfaça 6 grandes ilusões; corrija 7 ângulos mortos; agarre-se às 5 verdades fundamentais”. A equação 6-7-5 é explicada ao longo do livro.

O engenheiro da Google diz que partilhou o seu “processo rigoroso com centenas de amigos” e que funcionou também para eles. Seguro da sua eficácia, Mo Gawdat iniciou o movimento #onebillionhappy para espalhar pelo mundo a sua fórmula para a felicidade.

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