Coronavírus

EY Portugal já fez o primeiro processo de recrutamento totalmente digital

Teresa Freitas, diretora de Recursos Humanos da EY Portugal.
Teresa Freitas, diretora de Recursos Humanos da EY Portugal.

A consultora entrevistou 75 candidatos em ambiente online, durante a EY Summit, naquela que foi a segunda fase do processo de recrutamento.

A EY Portugal quer contratar 200 jovens talentos até ao final de 2020. Devido à pandemia de Covid-19, a empresa decidiu manter o processo de recrutamento que estava a decorrer, mas fazendo a transição para o mundo digital.

“Adaptou-se o processo de recrutamento a uma realidade digital, executando todas as atividades (como entrevistas, apresentações, summits, reuniões, etc) através de várias plataformas online, atividades outrora presenciais. Após o término do processo de recrutamento dos novos EYers, iremos fazer todos os possíveis para cumprir a integração dos jovens talentos, seguindo sempre as limitações a que todos estamos impostos. Contudo, estamos confiantes que esta será uma situação provisória e acreditamos que nos próximos meses esteja tudo a postos para regressarmos todos à normalidade, assim como integrar os new hires na empresa da melhor forma”, explica Teresa Freitas, diretora de Recursos Humanos da EY Portugal ao Dinheiro Vivo.

“A EY Portugal não se encontra indiferente à situação que o país e o mundo atravessam atualmente, decorrente do Covid-19. Neste sentido, tomámos a decisão de manter o recrutamento de jovens talentos, tendo sempre em conta as limitações a que estamos impostos, mas também considerando a transformação digital em que nos encontramos. Foi nesse âmbito que considerámos uma oportunidade interessante e inovadora alinhar o recrutamento à realidade digital”, indica a responsável.

Assim, nesta que foi a segunda fase do processo de recrutamento, foram entrevistados 75 candidatos, através das plataformas digitais, para áreas como assurance, tax, advisory e transaction advisory services.

Questionada sobre o contexto destas novas contratações, destinadas a colaboradores mais jovens, Teresa Freitas refere que “as novas contratações surgem num contexto de expansão da EY e que resulta na grande aposta no recrutamento jovem, que se tem vindo a refletir no dia-a-dia da empresa. A EY é uma empresa de carreiras e não de empregos. Por esse motivo, os estudantes integram a nossa empresa com um vínculo efetivo, sendo envolvidos, desde o primeiro dia, num vasto plano de formação tanto teórica como on the job. Neste sentido, a campanha nacional Experience the Yellow é o primeiro passo.”

O evento online de recrutamento, que decorreu na semana passada, teve dois momentos: um de explicação de como decorre o processo de recrutamento neste novo formato e ainda uma segunda parte, de partilha de experiência por parte de quem está na consultora há cerca de um ano.

Cada entrevista teve a duração de dez minutos, com responsáveis por cada uma das áreas de interesse dos candidatos. Antes de chegar a esta fase, foi necessário fazer uma inscrição e, através de vídeo, responder a quatro questões eliminatórias.

“O processo de recrutamento da EY tem como finalidade conhecer um conjunto alargado de candidatos, de uma forma eficaz, mas sem abdicar do rigor, profundidade e exigência dessa avaliação. Através da adaptação da consultora à situação em que nos encontramos atualmente pretendemos de igual forma chegar a esses talentos, definidos ao longo deste processo que teve como foco predominante o sucesso académico dos candidatos, aliado a um set robusto de competências pessoais que configuram exatamente o perfil que pretendemos”, indica a responsável.

Relativamente a remunerações, a responsável de RH da consultora indica que estes jovens talentos “podem aspirar a uma remuneração média competitiva com o mercado onde nos situamos, sejam serviços profissionais, sejam áreas tecnológicas. A esta remuneração média, acresce um conjunto de benefícios diferenciadores e relevantes, tendo em conta a especificidade do contexto individual de cada um.”

Depois da fase de entrevistas curtas, os selecionados avançam para uma terceira e última fase de entrevista, com os partners responsáveis por cada área. A consultora estima que este processo de recrutamento esteja concluído até dia 30 de abril.

Embora o processo de recrutamento seja feito para a EY Portugal, numa campanha nacional, Teresa Freitas indica que os selecionados podem, “ao longo do seu percurso, ter sempre oportunidade de contactar com os outros escritórios e colegas espalhados pelo mundo e, se quiserem, trabalhar no estrangeiro.” “Temos programas de mobilidade interna entre escritórios e a possibilidade de alocar os nossos consultores a projetos internacionais. Poucas organizações operam em tantos países como a EY, empregam uma tão grande diversidade de talentos ou mantêm, como acontece connosco, uma interação tão constante com toda a sua rede global.”

Neste momento, a EY Portugal conta com 1200 colaboradores, entre Lisboa e Porto.

 

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