Nova SBE

“Formação em gestão de crise já é tão comum como estratégia e finanças”

Pedro Brito, associate dean para Executive Education & Business Transformation na Nova SBE (Foto cedida pelo próprio)
Pedro Brito, associate dean para Executive Education & Business Transformation na Nova SBE (Foto cedida pelo próprio)

Pedro Brito, responsável pela melhor escola portuguesa de formação de executivos, defende que gestores devem ter "estratégia de life long learning".

A Nova SBE renovou nesta semana a liderança entre as escolas de formação de executivos portuguesas, ficando em 44.º lugar entre as melhores universidades de todo o mundo (melhorou uma posição relativamente ao ano passado) e sendo a 23.ª melhor europeia, no ranking do Financial Times. Pedro Brito, associate dean para Executive Education & Business Transformation na Nova SBE, explica o que distingue esta escola.

 

A Nova SBE reforçou a liderança entre as escolas de formação de executivos portuguesas. Como foi possível alcançar esta posição?

De acordo com o ranking Financial Times, a Formação de Executivos da Nova SBE foi novamente considerada a melhor escola de negócios em Portugal. Esta posição de liderança e a melhoria contínua nos rankings internacionais é algo que nos deixa naturalmente orgulhosos, mas estamos conscientes de que é um trabalho coletivo de muitos stakeholders diferentes.

Por um lado, as empresas, que são cada vez mais exigentes na qualidade da formação e output pretendido. Por outro lado, os profissionais que nos procuram a título individual e reconhecem o selo de qualidade da Nova SBE, mas que procuram também retorno do investimento realizado nos programas escolhidos. Perante estas expectativas e necessidades, o nosso corpo docente procura incessantemente novas formas de ensinar, tornando-o cada vez mais num advisor das empresas e um mentor dos participantes. Também toda a equipa de staff da escola, que todos os dias persegue uma visão clara que passa por “apoiar pessoas e empresas a lidar com a mudança contínua das suas vidas, através de soluções de aprendizagem de elevado impacto e sustentáveis no tempo”. Estes e todos os outros stakeholders envolvidos, sejam eles fornecedores, parceiros de negócio, alumni e comunidade local, fazem parte deste sucesso.

No contexto desta pandemia que alterou todas as nossas rotinas, que planos estão a fazer para garantir que estas formações prosseguem com qualidade e exigência – quer no momento presente quer no futuro? Que mudanças estão a imprimir aos currículos e métodos?

O contexto apenas acelerou a implementação de um plano que já estava em curso. O aumento do trabalho remoto, a vontade de trabalhar de forma cada vez mais flexível e a necessidade das empresas de aumentarem ainda mais o foco na produtividade das suas equipas exige que alunos, empresas e professores criem um sistema de requalificação contínua para que possam criar mais valor num enquadramento muito mais complexo e volátil. Neste sentido, as formações tendem a focar-se cada vez mais nos desafios individuais dos executivos, procurando dar ferramentas e competências chave para prosperarem em contexto de adversidade.

Atualmente, grande parte dos programas incluem já uma componente de desenvolvimento de projeto que assegura a transferência da aprendizagem para o contexto real, sendo que os professores assumem cada vez mais um papel de mentores. Por outro lado, as plataformas de ensino que utilizamos são cada vez mais interativas e permitem uma gestão de participação mais equilibrada, dando espaço a personalidades mais introvertidas, permitem aumentar a quantidade e qualidade dos breakouts rooms e role-plays, os sistemas de votação tornam a dinâmica de aula mais interessante, e é mais fácil convidar market leaders para fazer parte das sessões.

Outras características realçadas foram a qualidade do corpo docente (38.ª melhor do mundo), conteúdos e metodologia pedagógica (37.ª) e desenho do programa (37.º). De que forma estão a trabalhar para reforçar ainda mais esses traços?

O nosso corpo docente é um dos ativos mais importantes da Nova SBE e uma das principais razões do nosso sucesso. A combinação do rigor académico e experiência profissional em diferentes setores de atividade permite oferecer aos executivos uma experiência de aprendizagem muito mais completa. Este tipo de background diverso permite que o corpo docente envolvido nos programas os desenhe com uma orientação crescente às necessidades do mercado, trazendo conteúdos e abordagens que facilitam a aplicação prática desses conhecimentos e ferramentas ao dia a dia dos participantes dos nossos programas. Orgulhamo-nos de ter um corpo docente que está continuamente à procura de novas metodologias de aprender e de ensinar, abrindo caminho ao ensino do futuro, mais focado no impacto e sustentabilidade nas carreiras e organizações.

No critério de crescimento, a Nova SBE teve uma subida extraordinária, alcançando o top 10 mundial (subindo da 61.ª para a 8.ª posição). Como foi conseguido?

Esta posição inédita em Portugal foi alcançada graças sobretudo à realização de novas edições de programas de aprendizagem já realizados com empresas com quem já trabalhamos na Formação de Executivos da Nova SBE. Isto significa que existe uma enorme satisfação por parte dos nossos clientes relativamente ao desenho e entrega dos projetos de formação. Também do lado dos executivos que nos procuram a título individual, sentimos um aumento considerável de repetição de participantes em novos programas de formação de executivos. A nossa crença de que os profissionais devem adotar uma estratégia de life long learning tem sido seguida por muitos, o que nos deixa extremamente orgulhosos. São profissionais que hoje fazem parte da nossa comunidade e procuramos acompanhar a sua jornada de forma cada vez mais próxima e personalizada.

Porque são tão importantes estas formações para executivos no contexto português e de que forma podem ser determinantes para melhorar a qualidade dos nossos gestores?

Não diria que se trata apenas para o contexto português. Orgulhamo-nos de formar profissionais que se sentem preparados para gerir uma startup, uma PME ou grandes organizações. Da mesma forma que o contexto se altera de forma exponencialmente acelerada, também os profissionais devem procurar requalificar-se de forma continuada, numa estratégia de life long learning. As lideranças, por exemplo, terão de passar novamente por um processo de requalificação. O potencial aumento do burnout, como resultado do trabalho em isolamento, em jornada continuada, e sem acompanhamento, é apenas uma das muitas variáveis que vêm desafiar uma vez mais a missão do líder. A gestão de crises e o desenvolvimento de cenários emergem no topo da tabela das formações mais requisitadas, tornando-as tão vulgares como programas de estratégia e finanças.

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