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Prémio Dona Antónia distingue inovação nos têxteis e software

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Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive, e Cristina Fonseca, cocriadora da Talkdesk, venceram prémio de 2018

Cada um na sua terra deve fazer tudo que seja para o bem da humanidade. A frase é de Dona Antónia Adelaide Ferreira, figura maior do Douro e do vinho do Porto, carinhosamente apelidada de ‘A Ferreirinha’ pelos seus conterrâneos, mas aplica-se, como uma luva, às vencedoras da 31ª edição do prémio Dona Antónia: Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive e líder da Cotec, e Cristina Fonseca, criadora da Indico Venture Partners e da Talkdesk.

“Ambas têm qualidades coincidentes com Dona Antónia. [Vivemos] Num mundo em que é preciso inovar, mas é preciso fazê-lo com a melhor tecnologia, com uma grande visão de longo prazo, mas, também, mobilizando e liderando equipas e captando talentos, pontos comuns que encontramos no trajeto das duas vencedoras”, explicou o presidente do júri.

Ao Dinheiro Vivo, Artur Santos Silva, destacou o “extraordinário” trajeto de Cristina Fonseca, vencedora do prémio Revelação, que, com apenas 31 anos, não só “criou uma empresa que foi um grande sucesso e vale hoje mais de mil milhões de dólares”, como decidiu, há três anos, deixar a atividade executiva na Talkdesk para “criar condições para que outros jovens portugueses façam o mesmo caminho que ela fez, tendo capital e todas as condições para criarem, com sucesso, uma empresa de base tecnológica”.

No caso de Isabel Furtado, Santos Silva aponta o seu papel na transformação da Têxtil Manuel Gonçalves, de um setor “relativamente ameaçado e para muitos condenado”, num dos “líderes europeus” no fornecimento da indústria automóvel. “E gosto muito de a ver a liderar a Cotec, que tem um papel muito importante para o nosso futuro”, acrescenta.

Na cerimónia, em que marcaram presença quatro gerações de mulheres da família – Isabel Furtado esteve acompanhada da mãe, das filhas e da neta, além do filho, do marido e dos irmãos, entre outros familiares – a CEO da TMG Automotive Isabel destacou o papel “inquestionável” da Mulher na construção de uma sociedade “mais justa e digna” para todos. “Ser empreendedora e inovadora não chega, deixarmos a nossa marca na vertente social é o mais importante”, diz. E acrescenta: “Penso que as mulheres têm o grande dom de também terem uma missão social nas suas vidas, preocupando-se com o bem-estar dos outros”.

Já Cristina Fonseca explicou que, apesar de haver mais oportunidades no estrangeiro, decidiu apostar em Portugal para ajudar outros a tirar partido do acesso ao mundo global que a internet hoje permite: “Pela primeira vez na história a minha geração consegue desenvolver software em Portugal e vendê-lo para os EUA ou a Austrália e isso é fascinante. Estão a nascer empresas espetaculares aqui a vender coisas lá fora e isso dá ao melhor talento a possibilidade de trabalhar em coisas muito mais desafiantes do ponto de vista intelectual. No final do dia, todos nos divertimos mais e fazemos coisas com mais impacto”.

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