Hays: “Acabou o emprego para a vida e à porta de casa”

Pedro Amorim, diretor comercial da Hays
Pedro Amorim, diretor comercial da Hays

O rigor na apresentação de um candidato a uma empresa é a
mais-valia da Hays num mercado que contrata cada vez menos. Todos os
candidatos são inscritos na base de dados, mas nos casos de quadros
superiores “a equipa de research identifica diretamente no
mercado profissionais que se podem enquadrar no perfil pedido pelo
cliente”, diz Pedro Amorim, diretor comercial. “Queremos
aquele que faz a diferença.”

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É esta a aposta da Hays, em Portugal há 12 anos, que tem sentido
as convulsões no mercado laboral. “Não há oportunidades a
surgir, não há criação de postos de trabalho”, e é preciso
dizer aos candidatos que não será fácil regressar ao ativo. “Há
que começar a olhar para outras geografias, as que precisam de
mão-de-obra. As pessoas têm de ter consciência que o mercado de
trabalho está sempre a mudar. Acabou o emprego para a vida e à
porta de casa.”

Para as empresas de recrutamento isso significa abrir o leque de
serviços e estudar novas saídas. A Hays tem apostado nas
transferências internacionais, porque há cada vez mais gente a
querer sair, deixar a crise para trás. O facto de a empresa de
origem britânica estar em 32 países ajuda: “Partilhamos os
candidatos que querem ter experiências noutros países. Temos sido
muito solicitados por quem quer sair de Portugal e queremos ser
úteis, mas essa possibilidade nem sempre depende da Hays”,
lamenta Pedro Amorim. É que muitos mercados ainda não estão
prontos para receber emigrantes. Há dificuldade em obter vistos e os
trabalhadores nacionais são protegidos em detrimento de
estrangeiros. “Todo o mercado de trabalho tem problemas. A crise
é global e tem afetado o número de ofertas.”

Leia aqui a entrevista ao diretor-geral da EGOR

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