Inspetores do Trabalho estão a atender chamadas

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Durante três dias por semana, há inspetores da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de Lisboa e Sintra que têm de deixar de fazer o seu trabalho para assegurar a Linha Azul do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Isto porque a equipa da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho que assegurava este serviço foi reduzida de “dez para duas pessoas” e o Ministério, sem outros meios, “decidiu que seriam os funcionários da ACT a fazer este trabalho”, contou ao DN/Dinheiro Vivo um inspetor.

A justificação dada pelo ministério liderado por Pedro Mota Soares é que as delegações de “Lisboa e Sintra não possuíam serviço telefónico, ao invés dos outros serviços da ACT”, que, diariamente, prestam “serviço informativo aos cidadãos, não apenas presencial mas também telefónico”.

E, por isso, nada mais lógico do que pôr os inspetores a fazer este serviço. No entanto, os funcionários garantem que este atendimento telefónico acaba por perturbar não só o trabalho dos inspetores que estão de serviço à linha, como os restantes trabalhadores. “Os nossos gabinetes são ocupados por quatro pessoas, em norma. Quando dois inspetores estão de serviço à Linha Azul, os outros não trabalham, pois os telefones estão sempre ocupados”, explica o inspetor, acrescentando ainda que, frequentemente, não conseguem ajudar as pessoas do outro lado da linha. “Muitas vezes as pessoas não têm os contratos de trabalho consigo e perde-se muita informação neste processo, e até podemos dar indicações erradas se não tivermos na posse de todas as informações necessárias”, explica. “Somos telefonistas bem pagas”, desabafa o inspetor.

Iniciado no dia 14 deste mês, este apoio é assegurado durante dois dias por semana por dois inspetores de Lisboa e durante um dia por dois de Sintra, havendo a possibilidade de “ser alargado ao Porto”, onde também não existe atendimento telefónico.

Fonte oficial do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social tem outra versão, afirmando que “a ACT sempre apoiou o serviço da Linha Azul na área das questões laborais” .

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