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Inteligência artificial: amiga ou inimiga do trabalho?

Human+Machine: Reimagining Work in the 
Age of AI, de Paul Daugherty e James Wilson, edição Harvard Business Review Press (em inglês)
Human+Machine: Reimagining Work in the Age of AI, de Paul Daugherty e James Wilson, edição Harvard Business Review Press (em inglês)

O caminho é o da “colaboração” entre humanos e máquinas. Os autores contrariam a ideia de que os robôs vão roubar empregos às pessoas

Paul Daugherty e James Wilson, quadros da consultora Accenture, desmistificam o impacto que os robôs vão ter no mercado de trabalho. “Infelizmente, a cultura popular há muito que promove a visão homem versus máquina – pense em filmes como a Odisseia no Espaço e Terminator. A ideia de máquinas inteligentes como ameaça potencial para a humanidade tem uma longa história e tem resultado em muitos executivos adotarem uma perspetiva similar, pensando exclusivamente em máquinas como ameaçando substituir humanos. Mas essa visão é lamentavelmente errada; é também perniciosamente míope”, escrevem os autores de Human + Machine: Reimagining Work in the Age of AI. O livro, uma edição da Harvard Business Review Press, existe apenas em língua inglesa.

Os autores contrariam a ideia de que os robôs vão tirar empregos aos humanos. “Isso pode ser verdade para algumas profissões, mas o que descobrimos na nossa investigação é que, embora a Inteligência Artificial (IA) possa ser usada para automatizar certas funções, o grande poder da tecnologia está em complementar e aumentar as capacidades humanas”. Ou seja, a IA liberta os humanos das tarefas mais chatas e repetitivas para se focarem nas vertentes mais complexas do trabalho.

O caminho é o da “colaboração” entre humanos e máquinas, a que Daugherty e Wilson chamam de “terceira onda”, e que conduzirá a uma “grande grande transformação nos negócios”. Sucede à produção em linha (modelo Henry Ford) e à automação (potenciada pelas tecnologias de informação). Os robôs industriais dão lugar a robôs com capacidade para compreender, agir e aprender. A linha de montagem é substituída por equipas homem-máquina

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