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Milionário de 92 anos dá-lhe razões para nunca se reformar

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Joe Segal Fotografia: Kingswood Corporation

Para Joseph Segal garante que ter dito 'não' à reforma foi a melhor escolha que fez na vida.

Joseph Segal, multimilionário canadiano, construiu fortuna através dos investimentos feitos nas áreas do retalho e imobiliário. Pelo caminho, diz terem sido poucas as escolhas de que se arrependeu. Por sinal, de todas as decisões de que mais se orgulha, nunca se ter reformado foi a melhor.

Numa entrevista ao The Globe and Mail, o empresário de 92 anos aconselha a que ninguém ceda à paz da reforma, garantindo que “nunca deixou de ter boas ideias de negócio com o passar da idade, mesmo depois dos 65 anos”.

“A vida é como uma viagem de avião. Quando és novo estás em ascensão. Entre os 40 e os 70 anos estás em ‘modo cruzeiro’. Mas, a dada altura, começas a entrar em queda. Eu estou em queda mas não deixo de tentar combater isso”, afirma Segal.

O canadiano enfatiza a ideia de que é crucial para os empresários – independentemente da idade – estarem abertos a novas ideias e formas de trabalhar, porque só assim vão conseguir “estar à frente da concorrência”.

O histórico profissional de Segal começou quando ainda era o dono da empresa Fields que, na sequência de várias negociações, acabou por ser vendida à Hudson’s Bay Company, tornando-se na maior cadeia de retalho do Canadá. Hoje, ele é dono da Kingswood Capital, empresa de private equity, especializada nas áreas de produção industrial e imobiliário, que fundou juntamente com a família.

Contudo, a sabedoria do empresário continua a ser sobre o mundo do retalho e, quanto ao possível negócio entre a Whole Foods (rede de supermercados multinacional dos Estados Unidos) e a Amazon, Segal diz ser um “exemplo” de como a sociedade contemporânea está em constante mutação, lição que aprendeu com venda da sua primeira empresa.

“Se não mudarmos com o tempo, acabamos estáticos. Se ficarmos estáticos, morremos. O ambiente muda e a maneira de fazer negócios também. Os próprios consumidores mudam a maneira como fazem compras e nós temos de estar preparados para isso”, explica.

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