Fazedores

Landing.Jobs quer tornar trabalhadores tech em empresas unipessoais

Pedro Oliveira, co-fundador da Landing.Jobs e líder do projeto de criação da marca Landing.Work. (DR)
Pedro Oliveira, co-fundador da Landing.Jobs e líder do projeto de criação da marca Landing.Work. (DR)

Plataforma Landing.Work é a nova marca da startup de recrutamento nas tecnológicas e que quer apostar nas pessoas que trabalham por projetos.

Fora de Portugal, começa a ser comum haver trabalhadores tecnológicos que tomam conta da sua própria carreira e que trabalham, por algumas semanas ou meses, em projetos específicos das empresas. Esses trabalhadores, para desenvolver isso, criaram uma empresa unipessoal. É nesta franja do mercado que a plataforma de recrutamento Landing.Jobs vai apostar a partir de janeiro de 2020, através da marca Landing.Work.

A Landing.Work será uma plataforma de recrutamento que quer eliminar os intermediários que existem entre as empresas que procuram profissionais para os projetos e este tipo de trabalhadores, designados como contractors. Esta plataforma também vai mediar os pagamentos das empresas a estes funcionários e ainda vai apoiar na gestão das empresas unipessoais dos utilizadores.

Sem intermediários, garante a startup fundada em 2014, estes trabalhadores poderão “auferir salários mais altos e garante mais flexibilidade para escolher os projetos em que querem participar”.

Esta solução poderá ser bastante útil para trabalhadores na área da tecnologia, que podem, com este modelo, desenvolver mais trabalho remoto.

Os pré-registos nesta plataforma podem ser feitos a partir desta quarta-feira, de acordo com uma nota de imprensa. Na segunda fase, a partir de outubro, a Landing.Work vai funcionar na Internet; em janeiro de 2020, a marca será apresentada oficialmente.

Mas nem todos os contractors poderão entrar na nova plataforma: apenas serão aceites os candidatos que passarem nas avaliações de competências técnicas, de inglês e de competências sociais. Só depois disto é que poderão aceder às ofertas das empresas.

Por definir está o modelo de negócio desta plataforma. Tudo aponta, contudo, para que o trabalhador tenha de pagar à Landing.Work para aceder a esta solução, ao contrário do que acontece na plataforma original da Landing.Jobs: aí, são as empresas que pagam à startup.

No longo prazo, a Landing.Jobs acredita que a ferramenta para contractors possa ser mais rentável do que a solução de recrutamento fundada em 2014 por Pedro Oliveira e José Paiva.

Esta novidade foi anunciada na semana em que decorre a conferência anual de recrutamento da Landing.Jobs. O Landing Festival está marcado para 28 e 29 de junho e deverá juntar 1500 participantes.

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