Lisbon MBA nos melhores do mundo

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Há sete anos, a Nova e a Católica uniram esforços para criar um programa que tivesse uma presença global. O objetivo do Lisbon MBA nunca foi tornar-se no melhor programa de Portugal, mas ocupar um lugar no mundo. Em 2009, foi formada a primeira turma internacional do Lisbon MBA e, no ano passado, o programa concorreu pela primeira vez ao ranking do Financial Times dos 100 melhores MBA do mundo, entrando diretamente para o 61º lugar. O mestrado de Lisboa continua a marcar pontos e, este ano, está quase a meio da tabela, no 52º lugar.

Com base em critérios que vão desde o salário três anos após o MBA até à percentagem de mulheres no corpo docente, o Financial Times recorre a questionários online, feitos às escolas e seus aos antigos alunos, para elaborar a lista dos melhores programas do mundo. O Lisbon MBA contornou a imagem menos positiva de Portugal no exterior e é o único MBA português na lista liderada pela Harvard Business School já desde o ano passado.

Leia também: Católica está entre as 25 melhores escolas de negócios da Europa

A diretora executiva do programa, Anabela Possidónio, explica como. “No pior momento da imagem de Portugal, acabámos por beneficiar com a entrada nos rankings e, depois, o programa em si foi reconhecido. Há outras questões importantes, como o reconhecimento da qualidade do ensino em Portugal e a prestação das duas escolas, que têm vindo a afirmar-se, nos últimos anos, como um ensino de qualidade. A verdade é que, este ano, temos o programa mais internacional de sempre, com representantes de todos os continentes”.

A internacionalização do programa é confirmada pelo diretor da Católica-Lisbon SBE, Francisco Veloso, que afirma que o reconhecimento internacional “está já a ter influência nas candidaturas”. Em 2014, 35% da turma é composta por alunos estrangeiros, de 11 nacionalidades diferentes.

Mas é no cálculo do retorno do investimento (o que os alunos ganham com o programa, tendo em conta o investimento que fizeram) que o Lisbon MBA se destaca. Tem o segundo melhor “value for money” do mundo, só ultrapassado pelo instituto COPPEAD, do Brasil. A nível europeu, o programa português é mesmo o melhor nesta categoria. Não é de estranhar, então, a taxa de empregabilidade do curso: Anabela Possidónio garante que é de 100% ao fim de seis meses.

Para este resultado, a estratégia de aproximação ao mundo empresarial é o mais importante.”Os alunos fazem um estágio curricular e desenvolvem projetos com empresas. Também convidamos empresas para virem ao campus apresentarem o seu trabalho e a sua indústria. Por outro lado, o nosso departamento de carreiras faz um acompanhamento personalizado dos alunos, com sessões de “coaching”, e focam-se numa procura ativa de emprego. Há ainda uma terceira componente, que começa a ser cada vez mais importante; tem a ver com todo o networking dos alunos, que hoje em dia estão já colocados no mundo empresarial”, afirma a responsável.

Também a experiência internacional dos alunos do programa português marcou pontos. O Lisbon MBA é o terceiro melhor do mundo na categoria “international course experience”, com 40% a 50% dos alunos a terem uma experiência profissional fora do país de origem, uma distinção que “reflete a nossa forte aposta na preparação de profissionais capazes de desenvolver e liderar negócios em qualquer parte do mundo”, diz Francisco Veloso. “A ligação à Sloan-MIT, onde os alunos têm aulas no verão, e os “international labs” – projetos empresariais reais em várias partes do mundo – são alguns dos elementos que contribuem para esta preparação”, explica o diretor da Católica.

Nos próximos anos, o objetivo passa pela consolidação. “Queremos afirmar-nos, cada vez mais, como uma alternativa competitiva relativamente aos melhores MBA do ranking, colocando o ensino português na rota do melhor que se faz no mundo”, diz o diretor da Nova School of Business & Economics, José Ferreira Machado.

Veja aqui o ranking completo do Financial Times.

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