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Maior greve da Ryanair será definida em Roma. Tripulantes e pilotos negoceiam

Michael O'Leary, CEO da Ryanair. (Fotografia: Will Oliver/ EPA)
Michael O'Leary, CEO da Ryanair. (Fotografia: Will Oliver/ EPA)

" É um Tratado de Roma número dois". Sindicatos de pilotos e tripulantes de todos os países onde a Ryanair tem base vão reunir em Roma.

A Ryanair está a enfrentar o verão com mais turbulência da sua história. O braço-de-ferro entre os trabalhadores e a empresa liderada por Michael O’Leary mantém-se firme e está para durar. Na primeira semana de setembro, os sindicatos que representam os tripulantes de cabina e os pilotos de todos os países nos quais a irlandesa low-cost tem base vão reunir em Roma, Itália, de forma a definir os próximos passos reivindicativos, conforme revelou ao Dinheiro Vivo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC). Deste encontro poderá resultar a maior greve da história da Ryanair, caso pilotos e tripulantes decidam avançar com paralisações conjuntas.

“Este encontro é o nosso lamento. Enquanto o Sr. Michael O’Leary continuar com esta forma de gerir é a única forma que temos de mostrar o nosso descontentamento”, atesta Bruno Fialho, do SNPVAC.

Leia também: Ryanair admite despedir em ‘qualquer mercado’ e ameaça tripulantes portugueses

Depois da primeira greve europeia de dois dias, que paralisou os tripulantes de cabina de Portugal, Espanha, Itália e Bélgica, os pilotos da Alemanha, Bélgica, Holanda, Irlanda e Suécia pararam durante a passada sexta-feira, 10. As estruturas sindicais atestam que as greves não vão ficar por aqui e que, enquanto a transportadora irlandesa não responder às exigências dos trabalhadores, esta vai continuar a ser a forma de protesto eleita.

“Os acionistas é que vão decidir se vale a pena apostar numa gestão que já está ultrapassada e pré-histórica ou se vale a pena alterar o rumo dos acontecimentos. Nós, sindicatos, bem como todos os trabalhadores, estamos sempre disponíveis para o diálogo. O que menos queremos é greves, agora quando nos obrigam a isso…”, refere o sindicalista.

Leia também: Ryanair continua a não cumprir leis nacionais e ignora greve europeia

Para já ainda não há ainda um dia específico para este encontro, apenas a certeza de que este vai acontecer na primeira semana do próximo mês. “Estamos unidos e vamos continuar até ao fim das nossas forças”, garante Bruno Fialho.

A Ryanair não quis comentar esta reunião nem a possibilidade de vir a enfrentar greves com uma dimensão maior do que as que têm sido feitas pelos pilotos e tripulantes. “Vamos continuar a reunir com os sindicatos de tripulantes europeus com o propósito de fechar acordos de reconhecimento nas próximas semanas e meses”, adiantou fonte oficial da companhia ao Dinheiro Vivo.

Quando questionado sobre a possibilidade de existirem novos protestos, nomeadamente em Portugal, antes desta reunião em Roma, o sindicalista responde: “Não posso garantir isso. Não está fora de hipótese”, elucida. Já o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) não quis adiantar comentários a este assunto.

As condições salariais, o direito de usufruto de licenças de parentalidade, o fim dos processos disciplinares com base nas baixas médicas ou nos objetivos inerentes às vendas de bordo, são alguns dos motivos que estão na base das reivindicações sindicais que têm despoletado as várias greves por parte dos trabalhadores da companhia aérea low-cost irlandesa.

 

Notícia atualizada às 14:30 com o comentário da Ryanair

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