Maus chefes: Um detetor em 5 passos

Todos conhecemos maus chefes
Todos conhecemos maus chefes

Um bom ou um mau chefe fazem toda a diferença no trabalho.

Um excelente chefe pode fazê-lo sentir-se envolvido no trabalho, protegê-lo de políticas de empresa desnecessárias e identificar e potenciar as suas melhores qualidades. Um mau chefe, por outro lado, pode transformar um bom emprego e um bom salário em algo insuportável.

A Forbes compilou uma lista de alertas para que identifique desde logo os bons e os maus chefes, baseada num estudo da Universidade de Baylor. Veja a que deve estar atento:

1. O uso dos pronomes.

O pronome mais utilizado pelo seu futuro chefe pode dar-lhe pistas sobre o tipo de comportamento que encontrará. Por exemplo, se usar o pronome “tu” na comunicação de informação negativa (“tu vais ter de lidar com muita ambiguidade”), não deve esperar que o chefe seja um mentor. Se o chefe escolher o “eu” para descrever o êxito do departamento, isso também é um alerta vermelho. Já se o pronome “nós” for utilizado em relação a determinado desafio que a equipa ou a empresa enfrentou, tal poderá indicar que o chefe foge à responsabilidade e coloca a culpa noutros.

2. Preocupação com os seus passatempos.

Há uma linha muito ténue entre a genuína construção de um relacionamento e a “pesca” de informação, portanto seja discreto neste campo. Se tiver uma boa ideia geral do potencial chefe, pode ser que ele esteja realmente interessado no facto de você estar bastante envolvido em trabalho voluntário e está simplesmente a querer conhecê-lo. Por outro lado, o entrevistador pode estar a tentar determinar se você tem demasiados compromissos fora do trabalho. Uma vez que não pode, legalmente, perguntar-lhe se é casado ou se tem filhos, intrometer-se na sua vida pessoal pode ser uma forma inteligente de tentar perceber quão disponível está.

3. Estão distraídos.

A era do email, dos blackberrys e dos smartphones fez com que seja “normal” as pessoas terem desenvolvido hábitos de comunicação desrespeitosos em nome do trabalho. Particulamente em ambientes de trabalho mais frenéticos, ler um email enquanto uma pessoa está a falar e realizar várias tarefas durante uma videoconferência tornou-se a norma das comunicações de negócios. Mas, seja qual for o cargo do entrevistador na empresa, este deverá esforçar-se por causar uma boa impressão e desligar os aparelhos tecnológicos para lhe dar atenção exclusiva. Se o entrevistador estiver a espreitar emails enquanto você fala, a atender chamadas no telemóvel ou estiver atrasado para a entrevista, não espere dele um chefe com tempo para si.

4. Não são capazes de dar uma resposta concreta.

Fique alerta mediante respostas vagas às questões, pausas, desconforto ou respostas demasiado genéricas quando perguntar o que aconteceu à pessoa que ocupava o lugar a que agora concorre (por exemplo, se lhe disseram que a pessoa “não era a mais adequada”, o que pode indicar que o local de trabalho não perde muito tempo com o desenvolvimento dos seus funcionários e culpa-os quando as coisas correm mal).

Deverá perguntar, também, qual a taxa de rotatividade do pessoal, quanto tempo ficam os funcionários em determinados cargos e qual o percurso das suas carreiras. Todas as respostas a estas questões podem indicar não só se o chefe é daqueles para quem se quer trabalhar, como se o salário é competitivo e os funcionários recebem um plano de evolução de carreira.

5. Eles têm “cadastro”.

Pergunte ao seu chefe potencial há quanto tempo está na empresa, no cargo e se trabalharam ali muito tempo antes de lá chegar, para perceber o estilo de liderança do chefe e de que forma lhe reage. Por exemplo, chefes que passam de grandes empresas para empresas menores podem liderar com formalismo. Por outro lado, os empreendedores tendem a estar apaixonadamente envolvidos no negócio, o que pode ser bom ou mau para si, dependendo da forma como trabalha.

Pode, ainda espreitar o que antigos funcionários dizem do seu futuro chefe no site eBoss Watch ou tentar falar com a pessoa que ocupava o lugar a que está a concorrer (o LinkedIn torna esta tarefa mais fácil). A opinião dos antigos funcionários poderá não refletir necessariamente a experiência que você terá, mas poderá ajudá-lo a determinar se a descrição que fazem do emprego e da empresa “batem certo” com o que o seu potencial chefe diz.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
(Rui Oliveira / Global Imagens)

Marcas aceleram nas promoções para tirar travão nas vendas

Lisboa, 25/05/2016 - Aspecto do Palco Mundo, durante uma reportagem do Diário de Notícias sobre o que acontece nos dias em que no Festival Rock in Rio não há concertos.

( Gustavo Bom / Global Imagens )

APSTE: Setor dos eventos com prejuízos de 20 milhões no segundo trimestre

Restauração recuperou volume de negócios

CIP: 61% das empresas ainda não recebeu financiamento

Maus chefes: Um detetor em 5 passos