Recursos Humanos

Mercadona investe 25 milhões em trabalhadores portugueses

A retalhista espanhola vai entrar no mercado nacional em 2019 e está a contratar mais 300 trabalhadores para as 10 lojas que vão abrir na zona norte.

No próximo ano a cadeira de supermercados espanhola, Mercadona, vai pisar o solo nacional com a abertura de 10 lojas a norte do país. Porto, Braga e Aveiro são os distritos que acolhem a primeira internacionalização da marca. Até ao final de 2019, a empresa liderada por Juan Roig está a contratar 300 trabalhadores em Portugal, para se juntarem aos 200 que já entraram na equipa na primeira fase de recrutamento.

A retalhista vai investir, no total, 25 milhões de euros nos primeiros 500 trabalhadores. Para cada um, está orçamentado um valor de 50 mil euros nesta fase inicial, que inclui formação em Espanha, durante 12 meses, com todas as despesas de viagem, alimentação e alojamento pagas. O propósito é que todos os futuros colaboradores aprendam o “Modelo de Qualidade Total” – modelo de gestão da Mercadona aplicado em Espanha e que será implementado nas superfícies da marca em Portugal. A cada duas semanas, os formandos têm a oportunidade de regressar no fim-de-semana para visitar a família e, também esta deslocação é paga pela empresa. Desde que anunciou o interesse no mercado nacional, em 2016, a Mercadona contratou 150 cargos diretivos e 50 colaboradores para as futuras lojas.

Pacote salarial “atrativo”
No fim do mês, contas feitas, a retalhista espanhola vai pagar o que considera ser “um salário atrativo, tendo em conta as particularidades do país em termos laborais e fiscais”, refere Elena Aldana, diretora de Assuntos Europeus e Relações Externas da Mercadona para Portugal. Um colaborador de loja em fase inicial irá receber 897,10 euros brutos por mês, com duodécimos incluídos de subsídio de férias e Natal e um subsídio de alimentação no valor de seis euros por dia. Este montante salarial poderá evoluir para os 1,362 euros brutos mensais.

Leia também: Mercadona pagou 63 milhões de euros a fornecedores portugueses em 2017

A Mercadona associou-se à APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) e adotou o contrato coletivo do setor. “O objetivo é que nos possamos enquadrar da melhor forma dentro do grupo de empresas de distribuição com atividade em Portugal, nunca esquecendo que estamos num país distinto, com uma legislação diferente, e que nos temos de adaptar”, refere Elena Aldana. O “Plano de Igualdade” é outra das políticas da empresa que assenta na “não discriminação e respeito por todas as idades e sexos”, sendo que, em 2017, 47% dos cargos diretivos da Mercadona em Espanha eram ocupados por mulheres. O modelo de Recursos Humanos da empresa que está a apostar em Portugal, define, ainda, a partilha de 25% dos lucros totais.

“Todos os colaboradores recebem um prémio anual, de acordo com os resultados da empresa e a consecução dos próprios objetivos do colaborador”, adianta a diretora de Assuntos Europeus e Relações Externas da Mercadona que atesta que, também os trabalhadores portugueses vão receber este bónus. A formação e a promoção interna são outras das apostas para motivar e desenvolver equipas.

A porta-voz em Portugal revela que, apesar da equipa recente, há já casos de trabalhadores em Portugal que foram promovidos para funções superiores. As candidaturas pode ser feitas através do site oficial da Mercadona.

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