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Mestrado junta negócios e tecnologia. “O mundo mudou. Líderes têm de acompanhar”

NOVA SBE em Carcavelos.

(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
NOVA SBE em Carcavelos. (PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Programa pioneiro em Portugal multidisciplinar procura dar bases tecnológicas com projetos em contextos reais

A escola de negócios Nova SBE continua determinada em dar competências tecnológicas aos seus alunos, mais focados na gestão e nos negócios. O novo mestrado em Business Analytics, em parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia, estreia uma metodologia chamada project-based. O que significa? Os alunos podem trabalhar desde o início do curso “em contextos reais, com desafios reais”.

Leid Zejnilović, professor auxiliar da Nova SBE, é o responsável pelo mestrado que inicia no próximo ano lectivo, em setembro e cujas candidaturas já começaram (a 1ª fase termina na sexta-feira). “Estamos a criar oportunidades novas não só para os nossos alunos, mas para pessoas com outras experiências, sempre com o objetivo de contribuir para a sociedade atual que já se transformou com a era digital”, explica o responsável que tem duplo doutoramento (Ph.D) em Mudança Tecnológica e Empreendedorismo pela Carnegie Mellon University e pela Católica-Lisbon School of Business and Economics.

Zejnilović, há já alguns anos em Portugal vindo da atual Sérvia (considera-se bósnio), admite que “a tecnologia tem hoje um papel central nas organizações”. “Mudou a forma como interagimos, funcionamos e avaliamos. Temos muito mais poder para tomar decisões com o poder dos dados”. Daí que o curso mostre de forma prática como se pode usar os dados analíticos, mas vai além da tecnologia, “porque ela não pode responder a tudo”. “Temos de saber lidar com a tecnologia e saber compreender e agir com o seu apoio”, explica.

Leid Zejnilovic

Leid Zejnilovic

Governantes e líderes tecnológicos

O curso não é pensado para governantes, mas Zejnilović admite que seria útil para muitos políticos: “os nossos líderes precisam compreender o que podem fazer com esta nova tecnologia e como ela pode ser útil para a sociedade”; “quem governa um Estado é fulcral ter esta noção e compreensão de como podem melhorar e proteger a nossa sociedade dos impactos adversos da tecnologia”. Resumindo, o professor explica que o mundo já mudou, daí que seja preciso haver “líderes com formação adequada a este mundo novo” e “a sobrevivência das empresas depende mesmo deste conhecimento”.

O curso não se preocupa apenas com as vantagens da tecnologia, mas também o seu lado negativo e a necessidade de pensar eticamente na forma de a usar. “Temos uma componente onde mostramos que pode haver um impacto negativo. Como exemplo podemos ver como a inteligência artificial também pode ter preconceitos e não podemos apostar cegamente nela”. Daí que a responsabilidade não pode ficar com a tecnologia por si só: “vamos mostrar as próprias limitações da tecnologia, além do mundo de oportunidades que permite para nos facilitar a vida”.

Existem já algumas parcerias previstas para que os alunos possam, desde o início do mestrado, começar a trabalhar em casos concretos que podem incluir ONG (Organizações Não Governamentais), universidades, instituições como o IEFP ou outras empresas. A ajudar o curso está um projeto da Nova SBE chamado Data Science Knowledge Center (de que o professor é co-diretor), que mais não é do que um centro de conhecimento com parceiros e que permite criar “oportunidades novas para os alunos” e “contribuir para a sociedade”, explica Leid Zejnilović.

Para concluir, o professor que está há três anos e meio na Nova SBE, admite manter o entusiasmo por ver esta escola de negócios portuguesa “com reputação internacional a transformar-se e querer ter um papel ativo em formar as pessoas com dimensão humana a gerir este mundo tecnológico novo”. Daí que admita que “temos muito a ganhar” como sociedade em “formar pessoas que interligam várias disciplinas, especialmente as ciências sociais e a tecnologia”. No entanto, um dos lamentos para o futuro da Europa e de Portugal é que “a burocracia europeia ainda é muito maior do que a dos EUA”.

Preço do mestrado Business Analytics: 11 900 eros (duração de 1 a 5 anos)

Deadlines candidaturas dos mestrados:

1ª Fase – 8-31 janeiro

2ª Fase – 1-29 fevereiro

3ª Fase – 1-31 março

4ª Fase – 1-30 abril

5ª Fase – 1-15 maio

Resumo do mestrado: Uma experiência de aprendizagem prática multidisciplinar, que visa criar soluções para problemas reais. Os alunos farão parte da comunidade global do programa Data Science for Social Good X (desenvolvido em colaboração com a Fundação Data Science for Social Good), através da qual terão acesso a diversas ferramentas e metodologias de trabalho, bem como a uma vasta rede de alunos, mentores e parceiros, em todo o mundo, cujos projetos permitiram o desenvolvimento de competências em ciência dos dados com o objetivo de criar impacto na sociedade.

Cadeiras Obrigatórias: Análise Avançada de Dados, Mercados Digitais, Tratamento de Dados, Modelos de Decisão de Negócio, Visualização de Dados, Ecossistemas de Dados e Governance das Organizações, Machine Learning.

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