Gestão e RH

Millennials e líderes. Quais os desafios neste encontro de gerações?

Guido Stein, Professor do IESES

A conferência "Leaders & Millennials Encontro MBA" visa discutir o impacto da geração millennial no mundo empresarial.

Jovens, ambiciosos, interessados por projetos e preocupados com o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Assim são os millennials, a geração nascida entre os anos 80 e 2000, que está a invadir o mercado de trabalho e a desafiar as normas de liderança.

Afinal, o que querem estes novos trabalhadores? “Querem um emprego “cool”, um ambiente de amizade, desafios para crescer e aprender, uma evolução constante mesmo que seja de forma progressiva, um líder que lhes deixe espaço, mas que esteja próximo e lhes proporcione retorno”, garante o professor do IESE Guido Stein. O especialista estará na conferência “Leaders & Millennials Encontro MBA”, promovida pela AESE Business School na próxima sexta-feira, 22, em Lisboa. Guido Stein irá ministrar o painel sob a temática “Millennials nas empresas: os desafios” num colóquio destinado a analisar o impacto destas gerações no mundo empresarial, desde a sua integração, progressão e até à preparação para exercerem funções de liderança.

Em 2025 os millennials vão representar 75% do mercado de trabalho e esta é já uma temática na ordem do dia para empresas e líderes. Nem todas as organizações estão preparadas para esta nova face do mundo laboral. “As empresas estão a aprender a enfrentar uma nova realidade. É importante que não se deixem levar por frases feitas, mas que descubram a realidade genuína de cada millennial”, refere Stein. De ambos os lados é necessária uma capacidade de adaptação “Os líderes enfrentam o desafio de dirigir com paciência, no contexto de uma pressão e de uma exigência crescentes. Os millennials, pelo contrário, necessitam de uma certa formação profissional para enfrentar adequadamente a vida na empresa”, prossegue o especialista.

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Esta é, também, uma altura crucial que representa não só desafios mas oportunidades nos dois pratos da balança.“As empresas têm uma excelente ocasião para renovar os estilos de direção clássicos e algumas políticas de gestão obsoletas. Os millennials, no entanto, têm uma ótima oportunidade para aprender e desenvolver “competências” e “condutas” não estudadas”, atesta o professor espanhol. Dirigir simultaneamente com proximidade e à distância é, para Guido Stein, a resposta para liderar esta nova geração. É preciso ajudar e dar autonomia. Quem não o souber fazer corre o risco de criar uma equipa frustrada, de não conseguir extrair o melhor potencial do trabalhador e pode, em última análise, fomentar o abandono prematura destas gerações da empresa.

Mas nem só as empresas precisam de se renovar. O ensino é outro dos pilares fulcrais e que deve ser reavaliado. “O ensino clássico deve ter em conta a realidade que envolve estes jovens profissionais, onde a pressão do imediato e o incentivo ganharam um papel excessivo. São a geração melhor formada tecnicamente, mas não é a que teve melhor educação em termos humanos”, alerta o orador convidado pela AESE.

Apesar da pertinência desta discussão “os millennials deixarão de sê-lo mais cedo do que esperamos. Contudo, virão outros com os seus desafios e oportunidades para todos”, remata o professor.
“Leaders & Millennials Encontro MBA” decorre dia 22, na AESE Business School, a partir das 14h30 e contará com vários especialistas.

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