Emprego

Avaliação. Morgan Stanley substitui números por adjetivos

Fotografia: REUTERS/Mike Segar
Fotografia: REUTERS/Mike Segar

Durante anos e anos, a Morgan Stanley avaliou os seus trabalhadores através de uma escala numérica, que variava entre 1 e 5.

Agora, o banco cotado em Wall Street planeia alterar o método de avaliação, eliminando deste processo os números.

Segundo o The New York Times, a Morgan Stanley comunicou, esta quinta-feira, aos seus trabalhadores que estava a reavaliar o método de avaliação, podendo a escala com números vir a ser substituída por adjetivos.

Estas mudanças são o mais recente esforço feito por uma grande empresa norte-americana ao nível do processo de avaliação dos seus trabalhadores. Recentemente, a Microsoft e a Goldman Sachs também mudaram o sistema, no sentido de abandonar os números.

Leia o editorial da diretora do Dinheiro Vivo, Sílvia de Oliveira: O futuro à porta de casa.

“O objetivo é dar às pessoas mais informação a algo com que consigam fazer alguma coisa”, explicou Peg Sullivan, diretor do departamento de gestão de talentos da Morgan Stanley, citado pelo The New York Times. “É mais sincero e memorável”, adiantou a mesma fonte.

E as mudanças são para breve. Ainda este mês os empregados serão chamados pelos seus supervisores para entrevistas e, em novembro, estes reunir-se-ão para debater as conclusões por forma a chegar a um novo e inovador esquema de avaliação do pessoal.

Segundo Sullivan, os trabalhadores serão avaliados não só pelo dinheiro que trazem para a empresa, mas também de acordo com outros critérios: “Nós pensamos de forma mais holística. Consideraremos a gestão do risco, as qualidades de liderança e o contributo final para a cultura global da Morgan Stanley”, frisou.

Na opinião do mesmo responsável, esta é também uma forma do banco se adaptar à nova geração de millennials, que apreciam este tipo de interação.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia: António Pedro Santos / Lusa

BCP devolve 12,6 milhões aos trabalhadores para compensar cortes salariais

light-1208275_1280

Bruxelas diz sim: Governo pode baixar IVA da luz de 23 para 6%

A presidente do Conselho das Finanças Públicas, Nazaré Costa Cabral. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Conselho das Finanças elogia Centeno pelo “controlo das despesas”

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Avaliação. Morgan Stanley substitui números por adjetivos