Emprego

Não cometa este erro numa entrevista de trabalho

Num entrevista de emprego, dão-lhe a escolher responder às derradeiras perguntas por videochamada, telefone ou presencialmente. Por qual deve optar?

Agora, imagine que esta proposta de trabalho o vai levar para uma cidade distante no nosso País, ou mesmo para o estrangeiro. E até já foi chamado para uma primeira entrevista, esta sim presencial, à qual compareceu. Só que desta vez está bem mais próximo de conseguir o lugar que tanto sonha porque já passou à segunda e última ronda de entrevistas. Coloca-se é o dilema: responde por videochamada, telefone ou presencialmente?

A videoconferência e a chamada telefónica podem parecer as soluções mais cómodas e acessíveis, já que evita uma deslocação extra, com todos os custos associados. Acontece que o mais provável é estar a cometer um grande erro. Segundo um estudo do departamento de Ciências e Comunicação da George Washington University, nos Estados Unidos, o contacto pessoal deixa impressões muito mais claras tanto para quem recruta como para o candidato.

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Os investigadores norte-americanos compararam 12 estudos publicados entre os anos 2000 e 2007, para compreender a influência que ferramentas como o telefone ou a Internet têm na tomada de decisões.

Na primeira fase de estudo, os académicos aperceberam-se que, nos primeiros anos do novo século, as entrevistas feitas à distância apresentaram resultados muito mais negativos do que as presenciais, devido ao nível de expectativas que não foi correspondido por alguma das parte, ou ambas. Inicialmente, acreditaram que a explicação para as contratações frustradas tinham a ver com a fase embrionária do mundo tecnológico, mas não. Com o avançar dos anos, e apesar da sociedade já estar mais acostumada às novas tecnologias, os resultados de conversas profissionais realizadas por telefone ou videochamada foram piorando ainda mais.

“Ao telefone, eu não posso encolher os ombros, revirar ou piscar os olhos ou acenar com a cabeça para mostrar que estou a perceber o que o recrutador me está a dizer. Isto significa que o entrevistador pode facilmente interpretar da forma errada qualquer coisa que eu diga”, explica Tara Behrend, autora principal do estudo.

“Vivemos num mundo em que acreditamos e dependemos cada vez mais no potencial da tecnologia, mas este estudo lembra-nos da importância que têm as interações pessoais, que nunca devem ser subestimadas”, acrescenta outra das investigadora envolvidas no estudo, Nikki Blacksmith, publicado esta semana no jornal online especializado Personnel Assessment and Decisions.

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