O empreendedorismo já era. Viva o intraempreendedorismo

Flexibilidade é essencial à inovação
Flexibilidade é essencial à inovação

Todos conhecemos histórias de empreendedorismo de sucesso. E sabemos que essa característica deve ser incentivada. Jorge Valdeira, country manager da Regus em Portugal, explica que isso deve até acontecer a outro nível: promovendo o empreendedorismo dentro das empresas. E como é que as empresas podem incentivar o desenvolvimento de intraempreendedores? Através da flexibilidade em termos de tempo e local de trabalho (48%), atualização de competências (42%) e combinação de pessoal com diferentes funções (36%).

Outro sinal da crescente confiança empresarial é haver mais
empreendedores a embarcar num segundo ou terceiro negócios e a criar
novas empresas (11%). Além disso, o empreendedorismo entre as
mulheres está a aumentar, ainda que moderadamente, com 11% dos
inquiridos a indicarem uma maior presença de mulheres empreendedoras
no seu sector de atividade.

No entanto, nem todos os sectores são vistos como ideais e as
opções mais frutíferas são os sectores das TI e do software (54%).
Isto confirma relatórios de todo o mundo: na Europa, estima-se que o
sector das TI expanda com um crescimento do emprego de 7,7%, comparado
com uma média de 3,4% em todos os sectores; nos EUA, onde se encontra Silicon Valley, prevê-se que o emprego no desenvolvimento de
software aumente uns impressionantes 22% (Departamento
de Estatísticas do Trabalho dos EUA); enquanto que na ASEAN, o
sector das TIC emprega atualmente mais de 11,7 milhões de pessoas
contribuindo para mais de 3% do PIB da região, mas estima-se que
cresça ainda mais (ASEAN ICT Masterplan 2015).

A consultoria também está a registar uma evolução positiva em
muitos países, pelo que não é de surpreender que mais de um terço
(34%) dos inquiridos tenha selecionado os serviços empresariais e de
consultoria como o sector com maior potencial. Nos EUA, por exemplo,
durante os próximos 12 meses, 42% das empresas planeiam aumentar os
seus gastos com consultoria e a África do Sul está também a
registar uma procura crescente de empresas de consultoria. Mas o
empreendedorismo não é valioso apenas para a economia como um todo,
os inquiridos defendem que ele deve ser promovido dentro das empresas
para garantir que o ambiente de trabalho está centrado na inovação.
Convidam as empresas a desenvolverem entre os seus funcionários um
tipo de empreendedor interno ao qual chamam de “intraempreendedor”.

Como é que as empresas podem incentivar o desenvolvimento de
intraempreendedores? Os inquiridos indicam que a flexibilidade em
termos de tempo e local de trabalho (48%), a atualização de
competências (42%) e a combinação de pessoal com diferentes
funções (36%) são medidas essenciais para ajudar a promover a
inovação em qualquer empresa.

Embora a atualização de competências seja, indubitavelmente,
essencial para garantir que os trabalhadores estão sempre na
vanguarda e conscientes das mais recentes tendências e
desenvolvimentos no negócio, também é importante que tenham espaço
para inovar de forma independente.

Trabalhar de forma flexível não só responde à exigência dos
funcionários de um maior equilíbrio entre o trabalho e a vida
pessoal, pois permite-lhes que decidam o seu horário e possam
trabalhar em diferentes locais, por exemplo mais perto de casa, pelo
menos parte do tempo, e além disso também lhes dá a oportunidade
de se responsabilizarem pelo seu tempo e trabalharem em projetos
pessoais.

Ao permitir que trabalhem a partir de diferentes localizações,
as empresas podem também ajudar os seus funcionários a conviver com
pessoas com diferentes funções, dando-lhes uma perspetiva mais
completa do negócio e permitindo-lhes adquirir conhecimentos de
outros departamentos que possam ser aplicados às suas próprias
áreas. Ao conviver com funcionários de outras empresas e de
diferentes sectores, são até capazes de partilhar ideias com um
grupo mais amplo de profissionais e explorar potenciais parcerias.”

Jorge Valdeira, country manager da Regus em Portugal

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