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O perigo do Whatsapp nas férias é não se desligar do trabalho

WhatsApp

Estudo da Randstad revela que 71,2% dos profissionais têm dificuldades em desligar-se totalmente do trabalho no verão

Um estudo realizado pela empresa de recursos humanos Randstad apresenta resultados alarmantes sobre a utilização do Whatsapp. Concluiu que a aplicação se encontra predominante no dia a dia das pessoas, inclusive no que diz respeito ao aproveitamento dos tempos livres, como férias e fins de semana.

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A aplicação de mensagens instantâneas é apontada como o canal de comunicação mais utilizado entre as empresas e os profissionais. Segundo os dados fornecidos pela Randstad, os homens acham mais difícil dissociarem-se do trabalho no verão do que as mulheres. E quase seis em cada dez profissionais (59,6%) retratam o Whatsapp como o seu meio preferido de comunicação. Em segundo lugar estão as ligações telefónicas (51,3%), seguindo-se o contacto via e-mail (36,1%).

Nas férias, seis dias é o período que a maior parte dos profissionais (71,2%) diz ser necessário para desconectar-se totalmente do trabalho. Os empregados com menos de 25 anos são os que demoram mais tempo para se liberarem, já que 38,3% afirmam que é preciso entre uma a duas semanas para fazê-lo. Por outro lado, 34,4% dos profissionais acima de 45 anos asseguram que um dia é tempo suficiente para se desenvencilharem das obrigações profissionais. Mais da metade dos trabalhadores entre 25 e 45 anos (53,1%) conseguem liberar-se em menos de três dias.

Esta rede social tanto é utilizada para conversas profissionais como entre amigos e familiares. E o facto de estes dois universos (familiar e profissional) se juntarem numa só plataforma, é o que faz com que não seja fácil desligar-se de um deles. Nas férias, muitos utilizadores gostariam de manter apenas os seus contactos pessoais, mas torna-se praticamente impossível dissociar os profissionais.

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