O que precisa para emigrar

Saiba de que precisa antes de ir
Saiba de que precisa antes de ir

Salário, casa, vistos, bancos, escolas. Se quer ir trabalhar para
Angola, saiba o que é essencial.

Paciência. Vai precisar de muita para enfrentar desde os vistos
ao trânsito de Luanda. A vida tem outro ritmo e é preciso
capacidade de adaptação e resistência para os inúmeros
contratempos. Coisas simples como reparar um cano ou resolver um
problema #eléctrico podem tornar-se num quebra-cabeças.

El Dorado. A ideia de que se consegue facilmente enriquecer em
Angola é uma ilusão. É preciso trabalhar, poupar e evitar os
preços proibitivos dos restaurantes e dos bares de Luanda.

Desafio. Angola é um país em construção e pode ser uma
experiência profissional muito enriquecedora, tanto do ponto de
vista profissional como pessoal.

Oportunidades. Há muitas oportunidades profissionais em Angola. A
área financeira, a hotelaria, a metalurgia mecânica e a informática
são algumas onde é possível arranjar emprego.

Benefits. Quem vai na qualidade de expatriado por uma empresa
portuguesa deve negociar bem os benefits que constarão do contrato.
O ideal será assegurar casa paga, carro com motorista, colégio para
os filhos, segurança e empregada.

Custo de vida. Luanda é a cidade mais cara do mundo. Experimente
jantar a dois num restaurante da ilha de Luanda e vai ver que 150
dólares podem não chegar. Para viver razoavelmente na capital
angolana vai precisar entre 2500 a 3000 dólares/mês (se a casa e o
carro forem pagos pela empresa).

Outra Angola. Se quer uma vida mais pacata e barata, o eixo
Lobito-Benguela, Huambo e Lubango são boas alternativas. O problema
é que as oportunidades profissionais ainda não são muitas.

Casa e saúde. Parque habitacional velho e preços proibitivos são
o que o espera. Na saúde, existem boas clínicas privadas com as
quais as empresas têm acordos. Mas se o problema for mesmo grave
procure um hospital em Portugal ou na África do Sul.

Portugal. Ser um português em Angola é ter um estatuto especial.
Os angolanos, especialmente das faixas etárias mais velhas, tratam
os portugueses de uma forma diferente. Há toda uma herança comum
que aproxima angolanos e portugueses e um presente – os clubes de
futebol – que consolida essa relação. Mas, por vezes, também se
zangam…

Lazer. Procure conhecer Angola como um turista. Há rios,
desertos, florestas e praias encantadoras que o esperam. Dois
conselhos: não conduza à noite (não há infra-estruturas de apoio
em caso de avaria) e evite as regiões que ainda estão minadas (Bié,
Cuanza Sul, Lunda Norte, Malanje e Moxico).

Hermínio Santos é jornalista e director do jornal “Briefing”.
Esteve cinco anos em Angola com o grupo Escom

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