Adecco

Pedro venceu mais de 500 adversários para aprender a ser CEO por um mês

Fotografia: REUTERS/Issei Kato
Fotografia: REUTERS/Issei Kato

No início do verão, Pedro Mateus, 28 anos, competiu com 573 jovens portugueses por um lugar, durante um mês, ao lado da CEO da Adecco em Portugal.

Foi um dos 54 600 jovens que em todo o mundo concorreram ao programa lançado pela agência de recrutamento e, entre o meio milhar de candidatos em Portugal, venceu. Com a experiência para aprender técnicas de liderança quase a terminar, Pedro admite que lhe foi dada uma oportunidade difícil de obter por qualquer recém-licenciado – experiência.

“Foi talvez um prémio merecido por todo o esforço e dedicação a que me impus nos últimos anos. Chegar ao final e vencer um projeto desta dimensão com um grupo de candidatos tão vasto é bastante gratificante”, contou ao Dinheiro Vivo.

Carla Rebelo, responsável pela Adecco em Portugal, não tem dúvidas de que, no teste colocado à frente de todos os candidatos a este programa, a “resiliência, capacidade de trabalho sob pressão, iniciativa, capacidade de trabalhar em equipa, espírito empreendedor e sentido de humor” destacaram o candidato português entre todos os outros.

Um mês depois, e olhando em retrospetiva, o gestor de formação faz um bom balanço. “O facto de desempenhar funções e ter tido contacto com as várias áreas de negócio como a gestão operacional, gestão comercial, training e formação, mas também com a área do recrutamento e seleção especializado, que me permitiu assistir a entrevistas de candidatos bastante experientes, permitiram-me consolidar as minhas competências técnicas e ter acesso a uma perspetiva sobre a empresa e o negócio que dificilmente conseguiria ter numa fase tão inicial da minha carreira.”

Pedro Mateus

Pedro Mateus

Satisfazer os jovens Milénio, que no futuro serão os novos CEO, não é tarefa fácil. “É fundamental que as empresas tenham a capacidade de se adaptar às novas tendências, às novas formas de trabalhar e aos novos perfis desta geração”, diz Carla Rebelo, a country manager da Adecco que Pedro seguiu durante este último mês. “Os sistemas precisam de elasticidade sob pena de se criarem ruturas que criam entropias e retrocessos. A evolução faz parte da vida e está presente em todas as áreas.”

Ser CEO não é tarefa fácil e exige tanto de organização como de improviso. Na Adecco Portugal, Carla tenta que o dia-a-dia seja o “mais organizado possível, com agenda definida com antecedência e gerida com disciplina”.

Mas, na verdade, nada é totalmente programável quando se tem de gerir equipas. “Pela inerência da função e a necessidade absoluta de estar o mais disponível possível para os nossos clientes e todos os nossos colaboradores, apenas 50% do dia consegue ser programado. Isto na melhor das hipóteses”, admite. Nas funções mais habituais, a gestora conta inúmeras reuniões individuais, com todos os reports diretos, e monitorização de operações.

É por isso que as competências que criam um bom gestor estão longe das que se aprendem nas universidades. Estima-se que mais de 70 mil jovens em todo o mundo estejam desempregados. Em alguns países da Ásia, a taxa de desemprego entre jovens supera os 50%. Em Portugal, a taxa de desemprego jovem foi 28,6% em maio.

Com um desemprego jovem ainda tão elevado, a Adecco quis dar o seu contributo para o desenvolvimento das soft-skills, as características de inovação, irreverência e de criatividade que, por vezes, são difíceis de passar.

“A verdade é que existe emprego mas não existem profissionais suficientes em determinadas áreas”, admite Carla Rebelo. “Isto significa que a academia e as empresas não trabalham em conjunto na orientação das gerações mais jovens. E até que esse alinhamento seja feito lidaremos sempre com a frustração de ter jovens qualificados mas desempregados.”

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