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Portugália faz Open Day.Grupo deverá precisar mais 200 colaboradores até 2020

Francisco Carvalho Martins, CEO da Portugália.


Fotografia: PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Francisco Carvalho Martins, CEO da Portugália. Fotografia: PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Para reter talento, num sector com mais de 50% de rotatividade nos primeiros três meses, grupo promove formação. Investiu este ano 350 mil euros

O grupo Portugália realiza esta terça-feira um Open Day para recrutar para diversas funções no sector da restauração, estando a procurar candidatos para Gerente de Loja, Cozinha e Atendimento ao Cliente. Hoje com cerca de mil colaboradores, o grupo antecipa que com a estratégia de expansão para os próximos anos, em 2020 o número de colaboradores rondará os 1200.

A ação decorre na Cervejaria Portugália na Avenida Almirante Reis, em Lisboa, devendo os interessados apresentar-se no local, entre as 9h e as 13h, com o seu currículo. “Procuramos candidatos com experiência na função e que se destaquem pelas suas competências comportamentais. Serão valorizados os perfis que apresentem, por exemplo, maior capacidade para gerir e interagir com pessoas, sentido de responsabilidade, capacidade de organização e comunicação, resiliência e espírito de iniciativa”, diz Vera Chaves, diretora de RH do Grupo Portugália Restauração, ao Dinheiro Vivo.

“Queremos apostar na captação e retenção de talento, pelo que não temos definido o número de vagas, sendo certo que as vagas para Gerente são inferiores às de cozinha e atendimento ao cliente”, diz a responsável.

Atualmente, com 26 restaurantes detidos diretamente, o grupo conta com cerca de 800 colaboradores, “número que contamos solidificar até ao final de 2019”. Com a inclusão dos espaços em regime de franchising, esse número sobe para 45 espaços e mil colaboradores. “Para 2020, com a estratégia de expansão do grupo para os próximos anos, o número de colaboradores rondará os 1200”.

Apesar dos baixos níveis de desemprego no país, alguns empresários falam já em situação técnica de pleno emprego, o grupo não se queixa de falta de pessoal. “Não enfrentamos um problema de falta de pessoas para trabalhar, muito graças aos estrangeiros que chegam a Portugal todos os dias, mas sim falta de pessoas qualificadas e com experiência para o desempenho das várias funções”, afirma Vera Chaves.

Sector com elevada rotatividade: acima dos 50%

Todavia, este é um sector com uma elevada rotatividade de pessoal. “A nossa taxa de rotatividade nos primeiros 3 meses ronda os 40% quando a média de mercado está acima dos 50%. Acreditamos que esta taxa de rotatividade se deve a vários fatores, a maioria deles externos ao Grupo Portugália, nomeadamente, a inadaptação à função, o facto de Lisboa ser um ponto de passagem para outro país no caso dos estrangeiros, a falta de vocação para a profissão que é encarada como uma solução provisória de carreira, entre outras”, refere a responsável de recursos humanos do grupo de restauração.

Os números melhoram após algum tempo de permanência no grupo. “Quando olhamos para a taxa de rotatividade após um ano, esta revela-se bastante positiva, reduzindo para 20%, onde se destacam cerca de 200 colaboradores com mais de 10 anos de casa”, diz.

Para promover a retenção de talento, o grupo promove formação, área onde investiram 350 mil euros este ano. Lançaram a Academia de Gestão Aplicada Portugália, em parceria com a Nova SBE e a Escola Hotelaria e Turismo de Lisboa. “O principal objetivo deste projeto foi a formação dos colaboradores do Grupo, que assentava em áreas de gestão, liderança, inovação e técnicas de cozinha. Esta foi uma iniciativa de sucesso entre os colaboradores do Grupo, tendo contado com a participação, numa 1ª edição, de vários Gerentes do Grupo”, conta Vera Chaves.

O grupo realiza ainda várias ações como um programa de acolhimento (dia dedicado aos colaboradores), fomenta a integração no grupo de familiares ou amigos de colaboradores (através do programa Traz um Amigo), promove formação de coaching e liderança para todas as funções de chefia, bem como de atendimento através de técnicas de teatro e representação, identificando ainda pessoas com perfis e competências para formar novos colaboradores.

Em termos de remuneração, o grupo Portugália oferece “um nível salarial ajustado com o mercado, sendo certo que se considerarmos a componente salarial variável, acreditamos estar acima do nível do mercado”, garante a diretora de recursos humanos, sem adiantar valores.

“Em termos de benefícios, além da formação que disponibilizamos, destacamo-nos pelo apoio individualizado que damos a cada colaborador”, reforça. Benefícios como “um psicólogo, uma assistente social e visitas constantes às Unidades para mapear as necessidades dos nossos colaboradores”, oferta de cabaz de produtos essenciais quando algum colaborador é mãe/pai; cabaz de Natal para todos os colaboradores e apoio jurídico e parcerias com diversas entidades, descreve.

O grupo presta ainda apoio na compra de material escolar dos filhos dos colaboradores, dos 5 meses aos 18 anos (cartão Mais Educação), tendo ainda uma Loja social, “onde é dada uma resposta a todos os pedidos de apoio, desde roupa, artigos para casa, produtos para crianças, entre outros.”

“Promovemos e incentivamos a ambição de as pessoas quererem crescer através de concursos internos para funções de Gerente, por exemplo. Contamos com vários casos de sucesso de colaboradores que começaram na copa, cozinha, balcão ou mesas e que hoje em dia são Gerentes de Unidades do Grupo. Para tal, as equipas de recursos humanos e de supervisão estão constantemente a identificar talento nas várias Unidades.”

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