Trabalho

Portugueses entre os que menos querem trabalhar no centro da cidade

Trabalho. (DR)
Trabalho. (DR)

Estudo da Savills sobre preferências dos trabalhadores revela também que Portugal é dos países onde menos tempo se demora a chegar ao emprego.

Portugal foi incluído num estudo da consultora Savills sobre os hábitos de trabalho de 11 mil pessoas em 11 países. Os trabalhadores lusitanos estão entre os cidadãos que menos querem trabalho dentro de uma cidade, os que demoram menos tempo a chegar ao emprego e os que gostam mais de passar a maior parte da hora de almoço fora da zona do escritório.

Comecemos pela localização: 46% dos portugueses inquiridos dizem que querem trabalho no centro ou dentro das cidades, uma percentagem abaixo da média de 54%. Atrás dos portugueses, só mesmo os holandeses, com 45%, é que preferem o trabalho no epicentro da cidade, segundo o estudo What Workers Want 2019, divulgado esta terça-feira.

Nas deslocações, os portugueses também ganham vantagem: mais de dois terços dos trabalhadores inquiridos dizem que demoram até meia hora a chegar ao escritório; em sentido contrário, só 55% dos holandeses conseguem demorar a mesma quantidade de tempo. Quase 10% dos alemães dizem que levam mais de hora e meia a chegar à secretária.

Os portugueses também acreditam em empregos estáveis: cerca de 30% dos inquiridos esperam ficar com o mesmo patrão por mais de 10 anos; apenas os italianos e os espanhóis têm uma percentagem superior. No sentido inverso, quase um quarto dos suecos acreditam que vão ter o mesmo patrão durante menos de dois anos.

Os funcionários lusitanos estão entre os que mais sentem que os lugares de trabalho rotativos contribuem para a produtividade: 46% dos inquiridos gostam do fenómeno hot desking: apenas os polacos (54%) dizem sentir mais efeitos do que os portugueses.

Por último, confirma-se que os portugueses gostam de passar boa parte da hora de almoço fora do escritório, da copa ou da cantina: mais de um terço dos inquiridos manifestou essa preferência. Só os espanhóis tem um gosto parecido com o português.

Alexandra Gomes, responsável do departamento de pesquisa da Savills em Portugal, salienta: “Mais do que nunca, as pessoas procuram um maior equilíbrio entre a sua vida profissional e a sua vida pessoal/familiar. A introdução de novas formas de trabalho, mais flexíveis e diferenciadas, permite uma maior aproximação a este equilíbrio. Por outro lado a aposta forte em ferramentas tecnológicas, ajuda a otimizar o tempo dos colaboradores, sendo um dos fatores fundamentais para melhorar a produtividade”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
EPA/MICHAEL REYNOLDS

Ação climática. Portugal vai ter de gastar mais de um bilião de euros

EPA/MICHAEL REYNOLDS

Ação climática. Portugal vai ter de gastar mais de um bilião de euros

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: José Sena Goulão/Lusa

Défice de 2018 revisto em baixa uma décima para 0,4% do PIB

Outros conteúdos GMG
Portugueses entre os que menos querem trabalhar no centro da cidade