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Rock in Rio. Do sonho à formação de executivos

Foto: DR
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A formação para executivos em plena Cidade do Rock é uma das novidades que este ano o Rock in Rio (RIR) vai trazer para Lisboa.

Olhando em retrospetiva, no formato Rock in Rio tudo parece fazer sentido. Mas como foi, quando tudo começou? Como é que o sonho de Roberto Medina (o mentor deste festival que se transformou em marca global) foi sendo concretizado e aumentado? A resposta a esta e muitas outras questões vai poder ser encontrada no programa no Rock in Rio Academy, uma formação para executivos que estreia dia 24 de maio em Lisboa.

A formação tem como inspiração o modelo de negócio daquele que é um dos maiores eventos de música e de entretenimento do mundo e as as palestras, workshops e atividades de networking que esperam os participantes terão lugar na Cidade do Rock.

São esperados cerca de 300 pessoas dos mais variados sectores de atividade. Ou seja, a RIR Academy está longe de ser uma formação apenas para quem está no mundo dos espetáculos. Longe disso. A primeira experiência foi feita no ano passado no Rio de Janeiro e chamou 500 executivos das mais diversas áreas.

“Achamos que chegou o momento de partilhar a experiência e o conhecimento sobre um modelo de negócio que é único”, afirmou a vice-presidente executiva do RIR, Roberta Medina na apresentação da RIR Academy, que vai ser promovida em conjunto com a Sfori, uma consultora líder em formação experiencial e que promete tornar a Cidade do Rock num laboratório de gestão no “intervalo” dos concertos programados para a edição deste ano de Lisboa, que arranca a 19 de maio, com Bruce Springsteen.

O RIR Academy é mais uma etapa na já longa história do Rock in Rio, um projeto que este ano comemora 30 anos e que foi crescendo à medida das necessidades. É que o sonho – fazer um grande evento de música numa cidade – estava lá, mas para o concretizar foi necessário passar à etapa seguinte: Roberta Medina explica o fio condutor: “como é que se pagam as contas? Vender ingressos não chega. Então há que chamar as marcas. Mas como é que se garante que elas têm retorno?”, referiu ao Dinheiro Vivo.

É que as pessoas acham que o RIR nasceu “pronto” porque passados 30 anos “tudo faz sentido” – e o tudo inclui, por exemplo, a gestão das cerca de 9 mil pessoas que colaboram numa edição do RIR como a que está programada este ano para Lisboa. Ou seja, conclui Roberta Medida, tudo o que parece fácil tem na verdade, muito trabalho por trás.

É que, mesmo passados 30 anos, os desafios continuam: “Trabalhamos sempre como se fossemos ter as maiores dificuldades em vender os bilhetes”, mesmo que a experiência passada mostre que eles esgotam facilmente, porque há sempre que convencer os consumidores. “A qualidade tem de ser impecável”, frisa.

Aos participantes do RIR Academy espera-os uma formação experiencial baseada no storytelling do RIR, um projeto que desde que nasceu se reinventa a cada edição. Na mira desta formação estão, por isso, os gestores e executivos que precisam constantemente de reinventar o seu negócio – independentemente da sua área de atuação.

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