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Ryanair garante que tripulantes grevistas não terão consequências na carreira

Fotografia: REUTERS/Gleb Garanich
Fotografia: REUTERS/Gleb Garanich

A transportadora aérea Ryanair garantiu que não irá aplicar consequências aos tripulantes grevistas. Carta que enviou esta semana diz o contrário.

A transportadora aérea Ryanair garantiu hoje que a participação na greve dos tripulantes de cabine, em quatro países europeus, incluindo Portugal, não terá consequências na carreira laboral.

Numa informação enviada aos tripulantes de cabine com base em Portugal, a que a Lusa teve acesso, a companhia aérea de baixo custo referiu ter recebido várias questões sobre as suas cartas que referiam consequências pelas faltas nos dias 25 e 26 de julho, ou seja nas datas das greves em Portugal, Espanha, Itália e Bélgica.

Leia também: Ryanair admite despedir em ‘qualquer mercado’ e ameaça tripulantes portugueses

“Queremos clarificar que a participação na greve da semana passada não irá afetar de forma alguma a sua atual ou futura candidatura para transferências ou promoções”, lê-se na carta enviada aos tripulantes.

Na quinta-feira, em declarações à agência Lusa, a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Luciana Passo, informava que a carta que enumerava consequências para quem faltou nos dias de greve tinha sido entregue à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e ao Ministério do Trabalho.

Numa carta dirigida aos trabalhadores, a companhia irlandesa referia que não seriam pagos vários componentes do salário, incluindo bónus de produtividade, e que as ausências seriam “levadas em conta, tal como outros fatores relevantes de desempenho em avaliações para oportunidades de promoções e de transferências”.

Referindo que estas cartas dizem respeito a dias de greve, a dirigente sindical informou que foram entregues à ACT e ao ministério responsável pelas relações laborais.

“Na Ryanair, fazer greves tem algum tipo de consequências, estar doente tem consequências, não vender raspadinhas tem consequências, querer tirar licença, tem consequências para tripulantes. Aparentemente só não há consequências para a administração”, criticou Luciana Passo.

A Ryanair tem estado envolvida, em Portugal, numa polémica desde a greve dos tripulantes de cabine de bases portuguesas por ter recorrido a trabalhadores de outras bases para minimizar o impacto da paralisação, que durou três dias, no período da Páscoa.

A empresa admitiu ter recorrido a voluntários e a tripulação estrangeira durante a greve.

Para esta sexta-feira está prevista a quarta greve dos pilotos irlandeses desde 12 de julho e para 10 de agosto deverão paralisar os pilotos da Alemanha, Holanda, Suécia e Bélgica.

Na rede social Twitter, a transportadora informou hoje que o sindicato dos pilotos irlandeses, FORSA, acedeu ao convite para uma reunião, que espera poder realizar-se na terça-feira, três dias depois da greve novamente apelidada de “desnecessária” e levada a cabo “por apenas 25% dos pilotos irlandeses”.

Foram cancelados sexta-feira 20 dos 300 voos originalmente previstos e afetados 3.500 passageiros.

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