Saiba quais as regiões da Europa no ‘top 10’ de maior desemprego

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As regiões da Madeira, Alentejo, Lisboa e Algarve apresentaram taxas de
desemprego jovem acima dos 40% em 2012, cerca do dobro da média
comunitária, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat sobre o
desemprego regional na União Europeia.

O levantamento do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia revela ainda que, em termos gerais, a taxa de desemprego global, subiu de 9,6% em 2011 para 10,4% em 2012 no conjunto da União, e variou, em termos regionais, entre 2,5% nas regiões austríacas de Salzburgo e Tirol aos 38,5% em Ceuta e 34,6% na Andaluzia, ambas em Espanha.

Em Portugal, a taxa de desemprego global subiu de 12,7% para 15,6% entre 2011 e o ano passado.

Já o desemprego entre os jovens (dos 15 aos 24 anos), alcançou os 22,9% na UE em 2012, tendo Portugal registado um valor muito acima da média, de 37,7%, com as taxas mais altas a verificarem-se na Região Autónoma da Madeira (49%), Alentejo (44,5%), Lisboa (43,8%) e Algarve (40,3%).

A região Norte registou no ano passado uma taxa de desemprego jovem de 32,8% (a mais baixa do país, ainda assim), o Centro 36,4% e os Açores 38,7%.

No entanto, Grécia e Espanha dominam em absoluto o “top 10” de regiões com maior desemprego jovem, com seis regiões gregas e quatro espanholas a apresentarem taxas entre os 72,5% e os 59,1%.

Em termos de desemprego global, as regiões do Algarve (17,9%), Madeira (17,5%) e Lisboa (17,6%) apresentaram os valores mais elevados de Portugal, mas a lista de 10 regiões com as taxas mais elevadas foi uma vez mais dominada por Espanha e Grécia, com valores a variarem entre os 27,8% e os 38,8%.

Em fevereiro passado, os chefes de Estado e de Governo da UE alcançaram um acordo sobre o orçamento plurianual comunitário para 2014 e 2020 (que ainda está a ser negociado com o Parlamento Europeu), contemplando um pacote de 6 mil milhões de euros para fomentar o emprego jovem (3 mil milhões oriundos do fundo de coesão e outros tantos do Fundo Social Europeu).

Estes destinam-se às regiões da UE onde a taxa de desemprego jovem seja superior a 25%, desta forma potencialmente abrangendo todas as regiões de Portugal.

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