Comportamento

Se o ruído afeta a sua produtividade, saiba o que diz a ciência

escritorio colega irritante

Neurocientistas acreditam na relação direta entre aquilo que o rodeia no posto de trabalho e a sua produtividade.

Telefones a trocar, conversas paralelas, o som do teclado e das entradas e saídas no escritório. Tudo isto afeta a sua produtividade ao longo do dia. E não, a ideia de que a pessoa “se vai habituado” a cada um destes barulhos não é verdade.

Estas são as principais conclusões de um grupo de neurocientistas que avaliaram as acústicas de diferentes tipos de escritório. As conclusões são explicadas por Eve Edelstein, diretora do Laboratório de Experiências Humanas da Perkins+ Will, autora do estudo sobre ondas cerebrais feito no ano passado.

Enquanto neurocientista, Eve avalia a forma como cada um dos cinco sentidos se complementam e trabalham em conjunto. A especialista sublinha a importância que o ambiente do local de trabalho tem “no aproveitamento e satisfação” de cada um dos trabalhadores, índices esses que, quando aglomerados, ditam o sucesso ou fracasso de uma empresa.


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“Os resultados [do estudo] mostraram-nos diferenças estatisticamente significativas no que toca aos níveis de criatividade associada às diferentes condições acústicas: os trabalhadores admitiram que se sentiam mais criativos quando o barulho do escritório era substituído pelo ruído branco”, explica a investigadora no site da Quartz.

Os resultados do estudo liderado por Eve corroboram, por sinal, um outro estudo, este de 2004, que tirava conclusões mais assertivas: 99% dos inquiridos diziam sentir a sua criatividade limitada pelo ‘barulho de fundo’ do seu escritório, especialmente o som dos telefones sempre a tocar e as conversas paralelas feitas pelos colegas na mesa ao lado.

O Instituto Nacional de Saúde norte-americano, autor dessa análise, comprovou ainda que a ideia do “hábito” criado sobre os sons de contexto que nos rodeiam é falsa, havendo sempre uma relação – mesmo que tenha menor impacto – entre a acústica do escritório e a concentração dos trabalhadores.

O Instituto Tecnológico Dinamarquês também chegou a estudar o tema e tirou conclusões semelhantes, apurando que 68% dos inquiridos sentiram os seus níveis de fatiga a aumentar e o foco a diminuir graças ao ambiente sonoro dos seus locais de trabalho.

 

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