Coaching

Ser melhor líder exige humildade para aprender

Adelino Cunha, CEO da Solfut, treina particulares, gestores e desportistas para o sucesso.
Adelino Cunha, CEO da Solfut, treina particulares, gestores e desportistas para o sucesso.

Manter uma “disposição de startup” dentro da empresa pode levar a resultados “impossíveis”. Tudo começa na liderança.

Manter uma “disposição de startup” é o segredo da vitalidade e crescimento das melhores empresas, assegura Adelino Cunha, CEO da Solfut, um dos vencedores do prémio Best Team Leaders de 2017. Tudo começa pela atitude do gestor, que tem de ter “humildade para aprender” e guiar a equipa.

O fundador da empresa de coaching que treina desde atletas a CEO das maiores empresas em Portugal compilou cinco grandes conselhos para quem quer ser melhor líder em 2018.

Pensar em grande

“Pode parecer um conselho repetido, mas é o princípio de tudo: o líder tem de pensar em grande, pensar no mundo em vez do bairro e, em vez de pensar crescer mais do que no último ano, pensar em crescer mais do que nunca. Fazer coisas pela primeira vez, bater recordes”, resume Adelino Cunha.

Pensar em grande sobre si

“Também tenho de pensar em grande sobre mim mesmo e ver como poderei ser melhor. Posso ter de fazer um curso, viajar para abrir horizontes ou marcar um almoço com alguém inatingível”, recomenda o coach, explicando que “é sempre proveitoso ir atrás de alguém que vai mais à frente, para aprender com os outros”. E todas as fontes de conhecimento são válidas, por inesperadas que pareçam, desde livros a vídeos, conferências e palestras.

As startups têm objetivos para crescer 100%,são persistentes. As empresas maduras podem aprender com elas.

“Há três anos fixámos o objetivo de faturar um milhão de euros na Solfut. Falhámos duas vezes até que percebi que não chegávamos lá porque me faltava conhecimento. Fui tirar um curso e conseguimos”, reconhece Adelino Cunha, que coloca a humildade para aprender entre as melhores qualidades do líder.

“Há líderes que têm ideia da necessidade de formação, mas mandam um ou outro colaborador fazê-la. Outros mandam um pequeno grupo. Poucos dizem que eles próprios precisam”, explica.

Ter fé

Não se trata de uma questão esotérica, esclarece o coach: “Ter fé é acreditar naquilo que se sonhou em grande, ultrapassar os medos de falhar e perseguir aquilo em que se acredita. É uma decisão que se toma para acreditar e criar determinação para fazer acontecer.”

Trabalhar com eficácia

“Um grande líder não pode achar que vai inspirar os outros e mandar fazer. Eu fui o melhor vendedor da minha equipa. Ao sê-lo, elimino as desculpas para não darem o máximo. Isto significa assumir a mesma atitude que se tem quando se monta uma empresa, a forma como se vive numa startup: ter objetivos de crescimento de 100% ou mais, procurar clientes, trabalhar com persistência. Uma empresa com 30 anos pode fazê-lo (não todos os anos, devido à consolidação de negócios) e o líder é a pessoa capaz de dar essa nova alma ao negócio. Costumo dizer que é tirar o negócio da fase de gestão para a da criação”, explica Adelino Cunha.

Partilhar resultados

“Os líderes comem no fim, diz um livro que acabei de comprar e que resume este ponto. Muitos negócios acumulam dinheiro, mas partilham pouco com as suas equipas. Deveriam partilhar os resultados na forma de comissões, lucros, viagens, prémios. Pode custar, mas compensa”, assegura o coach.

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