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Talkdesk. As reuniões já se fazem no corredor mas querem contratar mais 100

O director-geral da Talkdesk, Marco Costa, no escritório da startup nas Amoreiras. Fotografia: Filipa Bernardo/ Global Imagens
O director-geral da Talkdesk, Marco Costa, no escritório da startup nas Amoreiras. Fotografia: Filipa Bernardo/ Global Imagens

Tecnológica portuguesa contrata nas universidades e quer personalizar mais o atendimento aos clientes

No escritório da Talkdesk em Lisboa, nas Amoreiras, as reuniões já têm de ser feitas no meio dos corredores porque já não há espaço disponível para os 180 trabalhadores. Mas a startup, que ajuda as empresas a personalizar o atendimento telefónico aos clientes, vai continuar a crescer em funcionários e em espaço.

A Talkdesk vai reforçar-se este ano com mais de 100 pessoas em Portugal, que serão contratadas junto das universidades e de candidaturas espontâneas. E quer conquistar mais grandes empresas, revela o diretor-geral da Talkdesk em Portugal, Marco Costa, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

As contratações serão feitas em Lisboa e no Porto. “No ano passado, mais do que duplicámos a nossa equipa: éramos cerca de 70 pessoas no início do ano e acabámos com 180, dos quais 120 são engenheiros. Este ano, gostaríamos de duplicar de novo a equipa de engenharia, que vai passar a ter um total de 240 funcionários. A ideia é chegar ao final do ano, ao todo com mais de 300 pessoas, em Lisboa e no Porto.”

As candidaturas espontâneas serão a maior fonte de trabalhadores, graças aos vários programas de recrutamento que irão decorrer, ao longo do ano, na página da Talkdesk
Os restantes reforços serão recrutados junto das universidades, graças ao programa Tech-Dojo, que irá proporcionar pelo menos 30 vagas. “Permite ajudar os recém-licenciados a ter uma melhor integração no mercado de trabalho. Estas pessoas poderão conhecer os processos e as tecnologias que nós utilizamos.”

A partir de setembro, espera a empresa, os ‘caloiros’ da Talkdesk vão trabalhar com equipas de cinco pessoas e mudar de ciclo a cada duas semanas. As candidaturas a este programa poderão ser feitas online ou através da atividade das faculdades.

Caça às grandes empresas
Quando entrarem nos escritórios de Lisboa e do Porto, os novos trabalhadores já estarão a par da estratégia de crescimento de Talkdesk, que quer chegar a 2020 com 1000 trabalhadores. O sistema Talkdesk Enterprise é a mais recente aposta para reforçar a aposta nos centros de atendimento das grandes empresas.

“O nosso cliente-alvo agora tem de ter pelo menos 500 pessoas para atendimento num contact center. Podemos, com esta solução, acrescentar 1000 ou 2000 pessoas sem afetar a infraestrutura. É um serviço muito personalizado e complexo mas que, ao mesmo tempo, tem de ser mantido num sistema muito simples”, detalha Marco Costa.

Este novo sistema pode ajudar, por exemplo, as operadoras a evitar a saída de clientes mais insatisfeitos. “Tentamos saber o máximo de informação possível da pessoa. Se houver alguém em risco de mudar de operadora, tentamos escolher um agente que lide muito bem com clientes VIP e que possam estar à beira de mudar de contrato. Antes ainda de o agente atender a chamada, o agente já sabe tudo sobre o cliente.”

O novo serviço da Talkdesk deverá ser usado sobretudo nos Estados Unidos, onde a startup portuguesa já conta com clientes como a Dropbox, IBM e Accenture. Mas entre os 1400 clientes da plataforma criada em 2011 por Tiago Paiva e Cristina Fonseca também há empresas em Inglaterra, Alemanha, Israel e Singapura.

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