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TAP à procura de 300 pilotos. Recrutamento internacional começa hoje em Madrid

REUTERS/Rafael Marchante
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Esta é a primeira sessão de recrutamento de pilotos que a companhia realiza fora de Portugal, no âmbito de um roashow no estrangeiro.

A TAP deu início a um processo de recrutamento internacional de pilotos e a cidade escolhida para o arranque foi a capital europeia mais próxima: Madrid. A companhia aérea já marcou presença na Pilots Career Show, uma feira de recrutamento destinada a pilotos, e esta sexta-feira, 5 de outubro, decorre o primeiro “Open Day” com vista a contratar oficiais piloto na capital espanhola.

“Mais de 300 pilotos serão contratados até ao final de 2019”, anunciou a TAP em comunicado. O local escolhido para a sessão de apresentação da empresa e para procurar potenciais futuros pilotos foi o Hotel Crowne Plaza Madrid Airport. É lá que todos os interessados em se tornarem pilotos da TAP se devem dirigir hoje.

Esta é a primeira sessão de recrutamento de pilotos que a companhia realiza fora de Portugal, no âmbito de um roashow com vários eventos no estrangeiro. A TAP já integrou na sua equipa, desde o início deste ano, 180 pilotos e terá mais 280 formados até ao final de 2018. “Hoje temos 1.200 pilotos, mas serão 1.800 em 2025”, garantiu Luís Esteves, diretor de operações de voo da TAP, em declarações ao El País.

“O objetivo da TAP é contratar 300 pilotos até ao final de 2019, para fazer face aos planos de expansão da Companhia, que passam pela abertura de 14 novos destinos no próximo ano”, sublinha ainda o mesmo comunicado.

Explica a companhia que a ação de recrutamento desta sexta-feira, em Madrid, destina-se a pilotos de qualquer nacionalidade, sendo que a língua inglesa fluente é elemento obrigatório e a língua portuguesa é fator preferencial. Relativamente às qualificações e certificações técnicas e médicas, os candidatos devem possuir: Licença EASA CPL (A); Certificado médico EASA Classe 1, válido; ELP nível 4, mínimo; Qualificação de instrumentos em aviões multimotores, válida; Formação MCC; 12º ano ou equivalente completo.

Entre os pilotos já recrutados e em operação, 80% são profissionais que trabalhavam em outras companhias aéreas. “A TAP promove assim o repatriamento de portugueses que tinham emigrado para trabalhar noutros países e que têm agora uma nova oportunidade de voltar a Portugal, para uma empresa em grande crescimento e com uma intensa renovação da frota já em curso”, afirma Luís Esteves, diretor de operações de voo da TAP.

“Recorde-se que a TAP vai ser a primeira companhia do mundo a voar o novo Airbus A330Neo, que deverá ser entregue à TAP até ao final deste mês”, refere ainda o comunicado.

Em 2017, a TAP transportou 14,2 milhões de passageiros, mais 22% face ao ano anterior. O objetivo é duplicar este número numa década e para isso a empresa precisa de mais aviões e mais tripulantes de cabine e pilotos, escreve o El País, citando Luís Esteves a propósito do primeiro casting internacional em Madrid: “Era bom acabarmos aqui [em Madrid] o Pilots Career Show. Será impossível mas quantos mais pilotos contratarmos melhor”.

“O interesse em contratar pilotos espanhóis é máximo, pela proximidade cultural aeronáutica. Ainda que para ser comandante, por exigência sindical, é preciso saber falar português, um espanhol aprende rapidamente”, disse ainda o diretor de operações de voo da TAP, acrescentando: “Estamos em condições de tirar pilotos às companhias aéreas low cost. 60% do salário é fixo e o resto é variável, mas oferecemos uma carreira completa aos profissionais, enquanto as low cost só oferecem a parte de pilotagem”.

 

“Também vamos recrutar em duas escolas espanholas de aviação. Não pedimos anos de experiência nem colocamos uma idade limite, mas valorizamos a experiência com aviões Airbus 320”. Além dos pilotos, desde o início do ano a TAP contratou mais de 400 tripulantes de cabine e 150 técnicos de serviços auxiliares. Deste a privatização, há três anos anos, já foram contratadas 1500 pessoas.

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