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Teletrabalho com filhos? Maioria das empresas deu flexibilidade de horário

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Quase 62% das empresas nacionais admitiu ter encerrado todos os seus escritórios devido ao estado de emergência, segundo um estudo da Mercer.

Um estudo da consultora Mercer concluiu que 62% das empresas portuguesas com trabalhadores em regime de teletrabalho adotou a flexibilidade de horário para os colaboradores que têm os filhos em casa, devido ao encerramento das escolas.

O confinamento forçado da população em Portugal levou ao fecho de empresas e serviços. Trabalhadores com funções passíveis de serem executadas por via remota passaram a trabalhar a partir de casa, uma tarefa que se torna desafiante quando há que dar apoio a filhos em idade escolar.

Das empresas inquiridas pela Mercer, 55% indicou ter todos os seus colaboradores em regime de teletrabalho. Antes do confinamento forçado, em 76% das empresas, menos de 25% dos colaboradores tinha o hábito de trabalhar a partir de casa de forma regular.

“Quanto aos colaboradores que trabalham a partir de casa e têm de dar assistência aos seus filhos que, por efeito do encerramento das escolas, se mantêm também em casa, 62% das empresas inquiridas refere ter apostado totalmente na flexibilidade horária dos seus colaboradores”, referiu a Mercer em comunicado, esta terça-feira, citando as conclusões do seu estudo no que toca as empresas portuguesas.

O estudo ‘Como estão as empresas a apoiar os seus colaboradores durante esta epidemia’ visa monitorar, ao momento, o impacto da pandemia do novo coronavírus nas empresas a nível mundial, e pode ser acompanhado em tempo real.

No caso do tecido empresarial português, o estudo concluiu ainda que “59% das empresas portuguesas refere que o impacto da pandemia foi significativo nas suas operações, e 68% das empresas portuguesas referiu ter um plano de continuidade ou plano de preparação para responder à ocorrência de uma pandemia”.

No inquérito realizado, “quase 62% das empresas nacionais admitiu ter encerrado todos os seus escritórios e apenas 14% referiu não encerrar, nem ter intenções para tal”. Em termos recrutamento, 43% das empresas cancelou todos os processos.

Quanto a compensações, 69% das empresas afirmou ter implementado os aumentos salariais previstos para 2020, “em particular porque 32% das empresas já os havia implementado antes da pandemia ter escalado e 37%, porque já havia comunicado antes do início do surto pandémico, admitiu que iria implementar nas datas previamente definidas”.

Relativamente à compensação variável, “algumas organizações assumem já ter tomado algumas medidas de ajustamento [ex. adiamento da definição dos objetivos ou ajustamento nos targets], no entanto, 45% das empresas refere ainda não ter definido quais os ajustamentos a realizar relativamente a este tipo de compensação”.

Segundo Tiago Borges, Rewards Leader da Mercer Portugal, “a realidade Portuguesa está muito em linha com as tendências internacionais, com a agravante de que se prevê que o impacto da Covid-19 seja particularmente gravoso no nosso país, pela dependência da economia do setor dos serviços, e em particular do turismo, altamente expostos no momento atual”.

A epidemia do novo coronavírus começou na China, no final de 2019, e alastrou a todo o mundo, causando mais de 230 mil vítimas mortais. Vários países, incluindo Portugal, adotaram medidas que incluíram o confinamento forçado da população, o fecho de escolas, comércio e serviços, o que está a gerar uma das maiores crises económicas de sempre.

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