Tenha cuidado com estas 10 rasteiras nas entrevistas de emprego

A vida privada deve ser mesmo privada
A vida privada deve ser mesmo privada

Para os desempregados há bastante tempo ou os trabalhadores que procuram
uma mudança de emprego, só o facto de ser chamado para uma entrevista é
um si uma pequena vitória.

Mas assim que as perguntas começam a ser
disparadas, os entrevistadores colocam uma miríade de questões que não
tem nada a ver com a sua experiência profissional ou com o cargo para o
qual está a ser entrevistado. Será que você consegue ler nas entrelinhas
das perguntas?

“Do outro lado da secretária, está um gestor de recursos humanos que
passa várias horas a entrevistar candidato atrás de candidato”, explica à Forbes
Joyce Lain Kennedy, autora de Job Interviews for Dummies. “Uma pergunta
de rasteira pode ser usada como forma de despachar rapidamente
candidatos menos qualificados”.

Tenha cuidado com estas 10 rasteiras nas entrevistas de emprego

#1 – Porque é que está sem trabalho há tanto tempo e quantos colegas seus foram despedidos?

Esta pergunta deve ser entendida como “porque é que você foi despedido?”. Kennedy diz que isto é uma tentativa de tentar descobrir se há algo de errado consigo que a sua anterior empresa descobriu. O entrevistador pode estar a tentar determinar se a recessão e os cortes orçamentais foram usados para a empresa livrarem-se de empregados de segunda categoria, incluindo-o a si. Kennedy aconselha a não responder directamente a esta questão, e dizer algo como “não sei qual a razão. Eu era um excelente empregado que dei muito de mim à minha anterior empresa”.

#2 Se você está empregado, como é que tem tempo para andar em entrevistas?

“A verdadeira questão é se você anda a mentir no seu actual emprego enquanto procura outro trabalho”, diz Kennedy. Aqui o entrevistador depara-se com um dilema: se ele engana o seu actual patrão, porque é não me vai enganar mais tarde? Kennedy sugere dizer que as entrevistas são marcadas fora do horário de trabalho e somente para posições muito interessantes.

#3 – Como é que se preparou para esta entrevista?

A intenção desta questão é decifrar se realmente está mesmo interessado neste trabalho ou se simplesmente está a avaliar as suas opções. Kennedy diz que a melhor resposta é: “Eu quero muito este emprego e a minha pesquisa começou pelo página de internet da empresa”. Informe-se também sobre o respectivo sector, empresa ou departamento ao fazer perguntas sobre assuntos específicos e comentado notícias recentes.

#4 Conhece alguém que trabalhe nesta empresa?

Esta pergunta é uma grande rasteira porque os entrevistados pensam que conhecer alguém é sempre uma coisa boa. “Nada é melhor do que ter um amigo a entregar o nosso resumo numa empresa, mas devemos partir do princípio que o nosso amigo é bem visto dentro da empresa”. O entrevistador vai associar as características e reputação do nosso amigo com as nossas e assim Kennedy recomenda a responder positivamente se tivermos a certeza absoluta que o nosso amigo é bem visto internamente.

#5 – Em que departamento é que gostava mesmo de trabalhar

“Esta pergunta pretende apurar se você não se está a candidatar a todos os anúncios que encontra”. A autora aconselha a nunca mencionar outras empresas ou outros cargos porque pretende demonstrar que você é a pessoa perfeita para aquele trabalho e que vai dedicar-lhe toda a atenção do mundo se for contratado. A resposta ideal será: “Aqui é onde eu quero trabalhar e este é o cargo que eu pretendo ocupar”.

#6 – O que é o chateia mais nos seus colegas e patrões?

Esta é uma rasteira óbvia. A perita diz que devemos sempre apresentar uma imagem de pessoa optimista e pró-activa e os entrevistadores podem usar esta pergunta para apurar se o candidato vai ser um poço de conflitos que pode destruir a motivação e a produtividade no local de trabalho. O melhor é reflectir um pouco e dizer que não se recorda de nada em particular.

A seguir, elogie antigos patrões por terem vário conhecimentos e por serem justos e fale de anteriores colegas por ser capazes e por terem uma boa atitude. Assim, vai transmitir uma imagem positiva e controlada e dar uma prova de como lidar com a dinâmica social do cargo.

#7 – Pode descrever um problema que tenha resolvido na escola ou no trabalho?

Esta é uma das perguntas mais básicas em entrevistas e deve sempre ser antecipada. Muitas vezes os entrevistados não se recordam de nada em particular e perdem a oportunidade de fazer um brilharete. O entrevistador aqui quer saber como funciona o seu cérebro e o ideal é ter uma resposta pronta, como daquelas vez em que conseguiu resolver um problema que permitiu-lhe superar um projecto complicado, demonstrando assim que superou um problema.

# 8: Pode descrever uma situação em que tenha cometido um erro na escola ou no trabalho?

Esta pergunta é, sem dúvida, um campo minado. “Uma pergunta dentro da pergunta é se aprendeu com os seus erros ou se pelo contrário vai continuar a repeti-los”, explica Kennedy. Simultaneamente, o entrevistador pode estar a tentar descobrir se o candidato é arrogante ou irresponsável por não assumir os seus erros. Outra resposta que não deve dar, é a lista completa de todos os erros cometidos durante a sua vida inteira. “Mencione brevemente um pequeno e bem-intencionado erro e diga que retirou daqui uma importante lição”, explica a perita.

#9 – Como é que este cargo pode ser comparado com outros a que já se candidatou?

“A intenção é recolher informações sobre o Mercado de trabalho ou tentar descobrir o que vai ser necessário para atraí-lo para a empresa”, diz Kennedy. Aqui pode seguir duas direcções: “Pode seguir uma estratégia genérica e dizer que não revela o que se passa nas suas entrevistas, respeitando a privacidade da empresa onde foi entrevistado”, ou pode sempre passar uma imagem de que você tem bastante saída no mercado de trabalho, o que pode significar mais euros na sua conta ao final do mês. Pode sempre responder com um profundo e enigmático: “Será que encontrei o meu porto-de-abrigo nesta empresa?”.

#10 – Se ganhasse a lotaria, viria trabalhar na mesma?

Esta pergunta é um pouco tola. Mas aqui pode sempre brilhar ao sublinhar a sua motivação e ética de trabalho. Kennedy aconselha a dizer que adorava ganhar a lotaria mas que continuaria a trabalhar porque gosta de enfrentar desafios e que o resultado final torna-o bastante feliz, mas diga isto de uma forma sincera.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Tenha cuidado com estas 10 rasteiras nas entrevistas de emprego