Universidades obrigadas a divulgar empregabilidade dos cursos

Nuno Crato, ministro da Educação
Nuno Crato, ministro da Educação

As universidades portuguesas, públicas ou privadas, vão ser obrigadas a disponibilizar num portal informações sobre a empregabilidade dos seus cursos, a remuneração média auferida pelos alunos um ano após terem concluído o curso ou ainda o valor das propinas que cobram.

O objetivo desta medida, que vem hoje publicada no Diário da República, é permitir aos alunos cruzar dados e fazer um ranking pessoal dos cursos e instituições, na hora de se candidatarem.

A concretização deste “contrato de transparência”, irá permitir aos alunos candidatos ao ensino superior ficar a par das características gerais de cada estabelecimento de ensino (como o número de vagas, procura, corpo docente, existência de departamentos de investigação), assim como dos critérios de empregabilidade e formação.

Em relação aos critérios da empregabilidade, os estabelecimentos do ensino superior terão de disponibilizar no portal informação sobre o número de alunos formados na instituição que estão empregados há seis meses, um ano e três anos após a conclusão da formação e qual a remuneração média que estão a auferir um ano e três anos após a conclusão do curso.

O “contrato de transparência” deve ainda permitir ais candidatos ao ensino superior ficar a saber quantos dos alunos saídos de determinado curso estão a trabalhar na sua área de formação e quantos conseguiram empregar-se através dos serviços de colocação das instituições de ensino.

Além disto, há toda uma série de dados sobre os cursos e a própria instituição que terão também de constar online, conforme estabelece a resolução da Assembleia da República, hoje publicada. O estabelecimento terá, assim, desde logo de referir se é público ou privado e qual o valor da propina cobrada. O número de vagas por curso é outra informação que fará parte deste “contrato de transparência”, sendo ainda de destacar se as vagas foram preenchidas nos dois ano letivos anteriores e qual a duração média dos alunos para completarem a formação.

A formação do corpo docente, o número de professores, o rácio de aluno por professor, a existência de centros de investigação e as parcerias institucionais e internacionais (como o Erasmus), são outros dos dados obrigatórios.

Neste portal, os candidatos ficarão ainda a saber quais os serviços de ação social da instituição, nomeadamente no que diz respeito a alojamento, bolsas, alimentação e outros apoios.

Esta resolução do Parlamento a recomendar ao Governo que crie as condições para a concretização do contrato da transparência não tem data para estar concluída, mas prevê-se que o plano de calendarização deve ser elaborado desde já para que o “contrato da transparência” fique operacional e disponível proximamente.

Caberá ao Governo garantir a fiabilidade dos dados provenientes das instituições de ensino superior

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Fotografia: REUTERS/ Lucy Nicholson

Estes são os atores mais bem pagos do mundo, segundo a Forbes

Mário Centeno, ministro das Finanças. Foto: Orlando Almeida/Global Imagens

Défice público continua a cair. Menos 543 milhões em julho

Fotografia: EPA/DAVE HUNT

Uber perde mais de mil milhões de euros no primeiro semestre

Plataforma está disponível em 191 países

Depois do sucesso no alojamento, Airbnb quer ser operador turístico

WhatsApp foi comprado pelo Facebook em fevereiro de 2014.

WhatsApp vai partilhar números de telefone com o Facebook

14 hábitos

Vídeo. 14 dicas para conseguir um aumento

Conteúdo Patrocinado
Universidades obrigadas a divulgar empregabilidade dos cursos