“Voulez-vous travailler en Suisse?” Quer trabalhar na Suíça?

Com a Europa em crise, emigro para onde?
Com a Europa em crise, emigro para onde?

A sala do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) era pequena para os três ‘stands’ e, acima de tudo, para o grande número de pessoas que se amontoava enquanto aguardava a sua vez. Homens e mulheres, recém-licenciados ou já às portas da reforma, esperavam falar alguns minutos com responsáveis de uma empresa de construção, de um instituto de recrutamento de enfermeiros e da Rede Europeia de Emprego (EURES). O objetivo: uma oportunidade de trabalho na Suíça, país que conta com uma comunidade portuguesa na ordem dos 170 mil.

“Voulez-vous travailler en Suisse?” (Quer trabalhar na Suíça?) foi o repto lançado pelo IEFP no dia 24, em articulação com a EURES, aos mais de 50 participantes no “Jour de la Suisse 2012”, uma iniciativa que “pretende dar a conhecer as duas partes” do mercado de trabalho europeu, explica ao Dinheiro Vivo a diretora dos Serviços de Colocação do IEFP Alice Brandão. “Somos a intermediação entre perspectivas e necessidades”, sintetiza.

Há dois objetivos principais para os participantes no “Jour de la Suisse”: “serem informados a nível geral do que é trabalhar na Suíça, como por exemplo o nível do custo de vida” e espera-se que “as entidades [presentes] os contactem conforme as necessidades”.

A edição do evento foi direcionada para a construção civil e para a enfermagem. Os trabalhos começam com uma conferência sobre o tema “Viver e Trabalhar na Suíça”, onde são dadas informações relevantes sobre aquilo que pode esperar os candidatos aos empregos; de seguida há um colóquio destinado especificamente ao recrutamento de enfermeiros no país.

A par das comunicações há um atendimento especializado por parte das duas empresas presentes, a Ikairo, de construção, e a Assisteo Suisse, de enfermagem, e ainda pela EURES Suisse.

A Ikairo é uma empresa de trabalho temporário que se concentra sobretudo em atividades de baixa qualificação, desde serventes a carpinteiros. A Assisteo procura profissionais de saúde para prestar serviços em hospitais, clínicas e lares na Suíça, garantindo ainda aos trabalhadores alojamento e acompanhamento gratuito.

A procura por este tipo de eventos é demonstrada pela própria frequência com que o IEFP os organiza. De uma forma geral, são anuais, mas Alice Brandão prevê uma maior insistência em iniciativas do género. O último “Jour” foi há apenas 4 meses e 32 pessoas já foram colocadas no princípio de março. A edição de hoje teve um grande número de inscritos, tendo até havido uma seleção prévia.

A intermediação feita pelo IEFP e pela EURES visa evitar a emigração desordenada. São cada vez mais aqueles que enveredam pela emigração sem qualquer segurança, correndo mesmo riscos de vida. “Há muitos portugueses a chegar a países nórdicos que acabam a bater à porta do Exército de Salvação Nacional”, lamenta Alice Brandão.

Em maio está já planeado o “Dia do Engenheiro”, a decorrer no ISEL, e que vai contar com 40 empregadores da Noruega, Dinamarca, Reino Unido, Suécia e Bélgica.

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