Distribuição

Hiper e supermercados sem ruturas mas pessoas devem comprar apenas o necessário

Fotografia: Leonardo Negrão
Fotografia: Leonardo Negrão

A APED apela à ajuda de todos, nomeadamente a que as pessoas tenham comportamentos “responsáveis e sensatos” quando vão fazer as suas compras.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) garantiu hoje que não há ruturas no abastecimento das lojas, havendo meios para que a disponibilização de produtos não seja um problema, mas apelou a todos que comprem apenas o necessário.

“A estrutura da distribuição alimentar em Portugal permite que a disponibilização de alimentos e outros produtos essenciais não seja um problema para a população, qualquer que seja a sua localização”, sublinha a APED num comunicado subscrito pelas várias cadeias de retalho alimentar suas associadas.

Garantindo que “não há neste momento sinais de rutura no fornecimento de produtos” nos super e hipermercados e que tudo está a ser feito para que, “como até aqui, este fluxo aconteça com toda a agilidade necessária”, a APED apela à ajuda de todos, nomeadamente a que as pessoas tenham comportamentos “responsáveis e sensatos” quando vão fazer as suas compras.

“É importante que os portugueses comprem apenas o que necessitam, permitindo que o fluxo de abastecimento ocorra sem sobressaltos. Cada um terá de fazer o seu papel para o bem comum”, precisa o comunicado subscrito pela APED e pelas insígnias Aldi, Apolónia, Continente, Intermarché, Minipreço, Lidl, El Corte Inglês, Auchan, Mercadona e Pingo Doce, aproveitando para elogiar os mais de 95 mil trabalhadores do setor alimentar que têm contribuído para garantir o abastecimento e atendimento nas mais de 3.500 lojas espalhadas pelo país.

Nos últimos dias registou-se um aumento da procura nos super e hipermercados na sequência do surto da Covid-19, com as prateleiras de alguns produtos a ficarem temporariamente vazias.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

O boletim divulgado pela DGS assinala 4.030 casos suspeitos até hoje, dos quais 323 aguardavam resultado laboratorial.

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