Resultados

Receitas da Farfetch cresceram 74% para 308 milhões de euros

José Neves, fundador da Farfetch. Crédito: Farfetch
José Neves, fundador da Farfetch. Crédito: Farfetch

Empresa de José Neves cresceu graças à digitalização das marcas de luxo na covid. Prejuízos quadruplicaram.

A Farfetch, empresa fundada por José Neves, apresentou hoje os seus resultados referentes ao segundo trimestre do ano, tendo visto subir as receitas em 74% até 30 de junho de 2020.

Segundo o fundador e CEO da empresa que comercializa marcas de luxo de todo o mundo, este foi um período excecional para a Farfetch onde viu a sua plataforma digital atingir o recorde de 651 milhões de dólares, aproximadamente 550 milhões de euros, e tendo mesmo chegado a meio milhão de pessoas durante o tempo do confinamento.

Numa altura em que mesmo as lojas de maior luxo não puderam receber clientes, a transição digital mostrou-se essencial e a Farfetch soube tirar partido disso ao duplicar o seu volume de vendas relativamente ao segundo trimestre do ano passado. Neves justifica a aceleração com a mudança de paradigma no que diz respeito às compras online das marcas de luxo, que recorda ter sido a razão pela qual fundou a Farfetch. “A enorme aceleração que a indústria do luxo está a viver é exatamente o que foi a minha visão para criar a Farfetch.”

 

Ainda assim, a empresa não conseguiu atingir lucros. Na verdade, o prejuízo após impostos aumentou mais de quatro vezes, para 436 milhões de dólares (369 milhões de euros), relativamente a junho de 2019.

Na apresentação dos resultados, a empresa revelou ainda nova expansão de parcerias dentro da indústria de luxo, acrescentando os armazéns franceses Printemps a um leque de oferta que já conta com 1300 marcas.

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