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INE. Preço das casas com aumento de 10,5% no primeiro trimestre

(Joao Silva/ Global Imagens)
(Joao Silva/ Global Imagens)

Instituto Nacional de Estatística sublinha que os valores em causa não traduzem, ainda, o impacto da Covid-19 no mercado habitacional

O preço médio da habitação em Portugal, no primeiro trimestre, foi de 1.117 euros por metro quadrado, mais 3,3% que no trimestre anterior e corresponde a um aumento de 10,5% face ao período homólogo de 2019. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e não traduzem, ainda, o impacto da pandemia de Covid-19 no mercado habitacional, pode ler-se no destaque divulgado esta quinta-feira.

Algarve e Área Metropolitana de Lisboa são as duas sub-regiões com os preços mais elevados do país, com um preço médio de 1.668 euros e 1.515 euros o metro quadrado, respetivamente. Em Lisboa, o preço médio é mais do dobro da Área Metropolitana, com 3.333 euros por metro quadrado, mas em três das 24 freguesias da cidade este valor ultrapassa mesmo os 4.500 euros. São elas Santo António, que inclui a Avenida da Liberdade e áreas adjacentes, cujo valor médio da venda de alojamentos, no primeiro trimestre, foi de 5.340 euros por metro quadrado, a Misericórdia, que abarca o Bairro Alto e o Cais do Sodré, com 5.112 €/m2, e Santa Maria Maior, que inclui a zona do Castelo e Baixa/Chiado, onde o preço médio do metro quadrado foi de 4.807 euros.

No total, diz o INE, há 19 municípios portugueses com preços da habitação superiores a 1.500 euros/m2: Lisboa (3.333 €/m2), Cascais (2.681 €/m2), Oeiras (2.257 €/m2), Loulé (2.221 €/m2), Lagos (1.967 €/m2), Albufeira (1.939 €/m2), Porto (1.873 €/m2), Tavira (1.864 €/m2), Odivelas (1.847 €/m2), Loures (1.672 €/m2), Faro (1.663 €/m2), Funchal (1.621 €/m2), Vila Real de Santo António (1.594 €/m2), Aljezur (1.592 €/m2), Lagoa (1.591 €/m2), Almada (1.576 €/m2), Amadora (1.563 €/m2), Silves (1.528 €/m2) e Matosinhos (1.520 €/m2).

A cidade de Vila Nova de Gaia registou o maior crescimento homólogo, de 20,1%, e o Funchal o maior crescimento face ao trimestre anterior, de 5%, entre as sete cidades com mais de cem mil habitantes. O INE destaca, ainda, que Santa Clara e Olivais, com 2.393 e 2.463 €/m2, respetivamente, são as únicas duas freguesias de Lisboa com preços abaixo dos 2.500 €/m2. No Porto, a União de freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde foi a freguesia com o preço de venda mais alto: 2.593 €/m2.

Face ao período homólogo, todas as cidades com mais de 100 mil habitantes registaram aumento dos preços, refere o INE. Assim, e para além de Vila Nova de Gaia, houve “variações expressivas” na Amadora (+19,9%) e Braga (+16,6%). O Porto, com mais 11,4%, registou, também, um crescimento homólogo superior ao valor nacional. Coimbra (+8,3%), Lisboa (+7,1%), e Funchal (+5,1%) foram as cidades que registaram os menores crescimentos relativos.

“Lisboa, tal como no trimestre anterior, voltou a registar um crescimento homólogo inferior ao valor nacional, registando-se uma desaceleração do crescimento homólogo dos preços desde o 4º trimestre de 2018”, refere o boletim do INE, que destaca, ainda, que, “no Porto, apesar do ritmo de crescimento homólogo dos preços ter sido superior ao nacional no 1º trimestre de 2020, verifica-se um abrandamento”, que, neste caso, vem desde o 1º trimestre de 2019.

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