Coronavírus

Produtos solares registam quebra de 77% nas farmácias portuguesas

Serviço de venda de farmácias

A rede de farmácias em Portugal começa a registar as primeiras quebras, segundo os dados da HMR. Consumo global de medicamentos caiu 4%.

A rede de farmácias começa a registar as primeiras quebras nas vendas devido à pandemia de covid-19, apontam os dados da HRM (Health Market Research). Na semana de 13 a 19 de abril, a rede de farmácias registou uma quebra de 20% na dispensa de medicamentos não sujeitos a receita médica. Na semana passada, foram dispensadas menos 151 mil unidades de medicamentos, face ao mesmo período de 2019.

De acordo com a informação da HMR, “a epidemia e as necessidades de confinamento da população poderão causar prejuízos significativos às farmácias no segmento de produtos para a primavera e o verão”. São os produtos solares quem apresenta a maior quebra: comparando com a mesma semana de 2019, esta categoria de produtos caiu 77%, com menos 18 mil unidades vendidas.

Categorias como produtos de higiene e para cuidado dermatológico corporal também estão em queda, com menos 17% de vendas. Também os produtos dermatológicos para o rosto caíram na semana passada, com uma quebra de 32%.

O consumo global de medicamentos caiu 4% na primeira semana de abril, em relação ao mesmo período de 2019, tendência que se agudizou na segunda semana do mês, com uma quebra de 22%.

Na semana de 13 a 19 de abril, o consumo está alinhado pelos padrões do ano passado, indica a HRM. “Parece existir uma tendência de normalização depois do pico de consumo de medicamentos registado em março, provavelmente porque muitas pessoas abasteceram as suas casas com fármacos para várias semanas de tratamento”, refere João Norte, CEO da HMR, em comunicado.

“Devemos ser muito cautelosos na interpretação dos dados de mercado, porque vivemos uma situação atípica, mas na área de saúde e bem-estar é previsível uma redução substancial da atividade económica, com especial risco económico para as farmácias que já tinham feito as suas encomendas e poderão ficar com grandes quantidades de produtos em stock”, refere o responsável desta empresa de estudos de mercado.

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